Goianésia-A participação social é um dos pilares que sustentam o Sistema Único de Saúde, garantindo que as decisões sobre políticas públicas sejam construídas de forma democrática e alinhadas às reais necessidades da população. Nesse contexto, o Conselho Municipal de Saúde de Goianésia abriu as inscrições para o processo eleitoral que definirá os representantes do mandato 2026–2027. O conselho atua como um espaço estratégico de diálogo entre usuários, trabalhadores e gestores do SUS, fortalecendo a transparência, a equidade e a eficiência na gestão da saúde pública municipal.
Em entrevista exclusiva à RVC FM, a presidente do Conselho Municipal de Saúde, dra. Rosa Steckelberg, explica que o CMS tem origem constitucional e representa um avanço histórico no direito à saúde. “O Conselho de Saúde é um órgão que representa a voz das pessoas nas questões da saúde. Ele foi criado a partir da Constituição, pois antes a saúde não era universal. Para o conselho exercer o controle social, deve ser formado por 50% de usuários do Sistema Único de Saúde. Também participam associações em defesa de pacientes, movimentos religiosos, sociais e representantes de bairros”, explica. Essa composição garante pluralidade e legitimidade nas decisões.
A presidente explica que a outra metade do conselho é formada por profissionais e gestores da área. “Os outros 50% são divididos em 25% de trabalhadores da saúde e 25% de prestadores e gestores. A Secretaria Municipal de Saúde é membro nato. Todo o processo precisa atender aos princípios legais para oportunizar a participação”, afirma.
Segundo ela, embora não haja remuneração, a atuação no conselho possui grande relevância social e é reconhecida como uma função de alto valor coletivo, especialmente na construção de políticas públicas mais justas.
Mesmo diante da diminuição do interesse popular, dra. Rosa reforça a importância do engajamento da sociedade civil. “Percebemos que muitas pessoas não querem mais participar porque não há remuneração, mas trata-se de uma função de grande relevância social. As políticas de saúde precisam de equidade, oferecendo condições conforme as necessidades de cada um. Pessoas que enfrentam dificuldades para acessar o SUS precisam ocupar esse espaço e fazer ouvir sua voz para promover mudanças”, pontua.
Sobre o processo eleitoral, a presidente esclarece que, neste primeiro momento, não são escolhidas pessoas físicas, mas entidades representativas. “Posteriormente, essas entidades indicarão seus representantes, e então será eleita a diretoria. Antes disso, são realizadas reuniões com pautas específicas, o que ajuda o poder público a identificar demandas e aprimorar a saúde pública”, detalha.
As inscrições seguem abertas até o dia 6 de janeiro de 2026 e podem ser realizadas de forma online ou presencial. “As inscrições podem ser feitas pelo link ou presencialmente na sede do Conselho Municipal de Saúde, no período da manhã, no Paço Municipal, na sala do conselho. A entidade precisa estar em funcionamento há pelo menos dois anos e será convidada para a plenária, que acontecerá no dia 6 de fevereiro”, conclui dra. Rosa.
Caso o número de inscritos ultrapasse o necessário, será realizada votação, reforçando o caráter democrático do processo.
Link para inscrição:
https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSd6qoOpM7poAj7_REmYnHHseebSmLn0CARJwmlgit1KWHJiRQ/viewform?usp=sharing&ouid=112351249397859776161




