Goianésia - O Tribunal do Júri de Rio Verde condenou Rildo Soares dos Santos, de 33 anos, a 41 anos, 8 meses e 33 dias de prisão em regime fechado pelo feminicídio de Elisângela Silva de Souza, de 26 anos. A decisão foi unânime e considerou os crimes de homicídio qualificado, estupro, roubo e ocultação de cadáver. Além da pena de prisão, o condenado terá de pagar cem mil reais à família da vítima.
De acordo com a sentença proferida pelo juiz Cláudio Roberto Costa dos Santos Silva, Rildo agiu de forma “fria, calculada e tratando a vítima como um objeto”, ao abordar a jovem enquanto ela se dirigia ao trabalho nas primeiras horas da manhã, levá la para um terreno baldio, praticar violência sexual, matá la e esconder o corpo.
O caso aconteceu em setembro de 2025, quando Elisângela desapareceu ao sair de casa e foi encontrada morta no lote baldio em Rio Verde. A investigação apontou que o réu a abordou de madrugada, forçou a violência física e roubou seus pertences antes de cometer o assassinato. O juiz determinou ainda que o réu não poderá recorrer em liberdade.
Rildo Soares já era alvo de investigação por outros casos semelhantes e é apontado por autoridades como responsável por diversos crimes violentos na região, incluindo outros feminicídios. A complexidade dos fatos e a gravidade do crime motivaram a imposição de pena severa no primeiro julgamento.
O condenado ainda enfrentará pelo menos dois novos julgamentos marcados para os próximos dias, referentes aos feminicídios de Monara Pires Gouveia de Moraes e Alexania Hermogenes Carneiro, o que poderá resultar em penas adicionais caso seja considerado culpado nesses processos.
A condenação de Rildo Soares representa uma resposta judicial firme em um caso que causou grande comoção em Rio Verde e reacende o debate sobre a violência contra a mulher e a atuação do sistema de justiça na proteção das vítimas.




