Goianésia - Goianésia encerrou novembro com precipitação abaixo do esperado e temperaturas mais elevadas, conforme balanço do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás. O gerente do Cimehgo, André Amorim, avaliou que, embora alguns municípios da região tenham registrado volumes próximos da média histórica, a chuva ocorreu de maneira muito irregular, concentrada em poucos episódios.
Amorim recorda que o comportamento se repetiu em outubro, quando momentos de chuva intensa foram seguidos por longos períodos de estiagem, dinâmica também percebida em Goianésia.
Segundo ele, dezembro iniciou com um cenário diferente. O gerente informou que o Cimehgo ampliou a capacidade de monitorar a chuva e o período de estiagem em todos os municípios goianos, o que permite análises mais precisas. Ele lembrou que Goianésia registrou 88,4 milímetros de chuva apenas nos primeiros dias do mês, resultado das enxurradas observadas recentemente na cidade. Para Amorim, o corredor de umidade que se formou sobre o Centro-Norte do estado favorece volumes mais consistentes e indica que as precipitações tendem a se manter ao longo das próximas semanas.
Ao comparar com 2024, Amorim observou que, no ano passado, o retorno das chuvas ocorreu mais cedo, diferentemente de 2025, quando o regime regular só se estabeleceu agora, no início de dezembro. Para Goianésia, a expectativa é de que o mês apresente maior frequência e volume de chuva, o que deve aliviar o calor persistente. O trimestre formado por dezembro, janeiro e fevereiro tende a ser mais úmido, contribuindo para o desenvolvimento da vegetação e para a recarga hídrica.
Amorim reforçou, porém, que a chegada de volumes mais expressivos pode provocar transbordamentos em córregos e ribeirões da região, exigindo atenção redobrada em áreas com pontes estreitas e mata-burros.
Mesmo com a melhora prevista para os próximos meses, o gerente alertou que os modelos climáticos já sinalizam a possibilidade de interrupção antecipada das chuvas em abril. A mudança pode impactar diretamente a produção agrícola do município e da região, com efeitos mais intensos sobre a safrinha. A orientação é que produtores acompanhem os boletins meteorológicos e ajustem o planejamento conforme as atualizações técnicas.




