Goianésia- O estado de São Paulo confirmou a décima morte provocada por intoxicação por metanol desde agosto. A vítima mais recente é Felipe Henrique Alves da Silva, de 26 anos, morador de Sorocaba, que morreu no dia 16 de agosto. O laudo do Instituto Médico Legal, concluído nesta semana, apontou intoxicação por metanol associada ao uso de cocaína. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da contaminação e registrou o caso como morte suspeita.
Segundo a Prefeitura de Sorocaba, Felipe apresentou dores de cabeça, náuseas e ânsia de vômito após consumir bebida alcoólica. Ele morreu em casa, no Parque Manchester. O Samu foi acionado, mas a equipe encontrou o jovem já sem vida. Em nota, o município informou que a Vigilância Sanitária, com apoio da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal, mantém ações de fiscalização em estabelecimentos que comercializam bebidas alcoólicas.
Com a morte de Felipe, São Paulo soma 10 vítimas fatais desde o início da série de casos. As outras nove mortes confirmadas ocorreram na capital e em cidades da Grande São Paulo e do interior. Foram quatro moradores da cidade de São Paulo, com idades entre 27 e 54 anos; três vítimas de Osasco, de 23, 25 e 27 anos; uma mulher de 30 anos, de São Bernardo do Campo; e um homem de 37 anos, de Jundiaí.
Ao todo, o estado contabiliza 49 casos confirmados de intoxicação por metanol. Outros oito casos seguem em investigação, incluindo cinco mortes que ainda dependem de laudo oficial. As mortes em análise ocorreram em Guariba, São Vicente, São José dos Campos e Cajamar. Até o momento, 516 suspeitas já foram descartadas.




