Goianésia- A água tratada que deveria abastecer residências, indústrias e serviços públicos no Brasil sofre perdas significativas durante o processo de distribuição. Estima-se que quase um litro em cada dois tratados nunca chega ao usuário final, devido a vazamentos, falhas de infraestrutura e irregularidades na rede.
A ativista e engenheira hídrica Luana Vaz destaca o efeito do desperdício na vida da população. “Essa perda representa hoje 21 milhões de caixas d’água desperdiçadas por dia. Poderia abastecer 50 milhões de habitantes em um país onde 34 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água tratada. Com as mudanças climáticas e a tendência de redução do volume médio dos rios, precisamos tratar a água como um bem finito. Reduzir essas perdas é uma das ações mais urgentes”, explica.
Segundo levantamento recente, mais de 7 bilhões de metros cúbicos de água tratada são desperdiçados anualmente no país, o que corresponde a uma taxa média próxima de 40%. As regiões Norte e Nordeste enfrentam os índices mais críticos, com perdas superiores a 45% em algumas localidades.
Luana Vaz reforça que cabe ao poder público incentivar medidas de economia: “A tecnologia para reduzir perdas já existe, e alguns municípios já atingiram resultados significativos. Para isso, é necessário colocar o tema como prioridade na agenda pública, investir em ações concretas de detecção de vazamentos e modernização dos sistemas de distribuição. Só assim é possível reduzir perdas e permitir o crescimento da população sem comprometer a disponibilidade de água”, afirma.
Cidades como Goianésia precisam investir em modernização das redes, detecção de vazamentos e controle de perdas. Essas medidas não apenas garantem mais água para a população, como também reduzem desperdícios, contribuindo para o uso sustentável do recurso hídrico.




