Tratamento devolve harmonia facial e melhora funcional significativa

Goianésia- Uma cirurgia craniofacial considerada inédita em Goiás foi realizada no Hospital Estadual Alberto Rassi (HGG), em Goiânia, para corrigir uma deformidade rara em uma adolescente de 14 anos, moradora de Goianésia. Nesta segunda etapa do procedimento, a equipe médica removeu as molas expansoras implantadas em maio, durante a primeira fase da correção.

A jovem apresentava assimetria na região do supercílio, que deixava os olhos em alturas diferentes. Segundo o chefe do Serviço de Cirurgia Plástica do HGG, Sérgio Augusto da Conceição, a evolução clínica da paciente tem sido bastante positiva. Ele reforça que a retirada das molas é um passo decisivo para garantir a estabilidade e o resultado final do tratamento.

“Foram colocadas molas para empurrar o osso, como se fosse um quadrado posicionado sobre o supercílio. As molas superiores empurraram o osso para baixo, modelando o teto da órbita e nivelando os olhos. Isso foi feito em maio, e as molas permaneceram até agora. Com o tempo, houve ossificação. Nesta segunda etapa, fazemos o alinhamento e o desgaste da superfície óssea, porque, com o avanço natural do osso, surgem irregularidades. Então, remodelamos e reconstruímos o supercílio”, explica.

Após a remoção das molas, a equipe realizou o alinhamento final da estrutura óssea e reconstruiu a região do supercílio. De acordo com o cirurgião, o procedimento devolve simetria facial e impacta diretamente a qualidade de vida da adolescente.

“Além da melhora estética, o alinhamento dos globos oculares pode até favorecer a visão. Em relação à autoestima, a mudança foi surpreendente. Sendo uma menina do interior de Goiás, essa assimetria logo no período de crescimento poderia causar muitos impactos emocionais. Operar nesta fase foi fundamental, porque o osso ainda está em desenvolvimento e responde melhor ao reposicionamento. É gratificante devolver essa autoestima a uma jovem tão linda e que ficará ainda mais bonita”, afirma.

A cirurgia, de alta complexidade, foi realizada de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo a equipe médica, a paciente poderá necessitar apenas de pequenos ajustes no futuro, mas as etapas principais já foram concluídas com sucesso.