Goianésia- Mesmo com os avanços tecnológicos no Brasil, muitas cidades do interior ainda não contam com cobertura 5G, e Goianésia está entre elas. A nova geração de internet móvel oferece maior velocidade, mais estabilidade e menor tempo de resposta, mas sua implantação depende de uma série de fatores que vão muito além da instalação de antenas.
O técnico em manutenção de celulares Messias Ambrósio explica as diferenças entre o 5G e o 4G, tecnologia atualmente disponível no município. “O 4G conecta até 10 mil dispositivos por quilômetro quadrado. Já o 5G pode chegar a 1 milhão. Sabe quando, em um show ou estádio, tudo começa a travar? Com o 5G, em tese, você vai conseguir postar vídeos nas redes sociais e no WhatsApp normalmente”, afirma.
Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o 5G exige uma infraestrutura muito mais robusta: antenas específicas, redes de fibra óptica ampliadas e novas faixas de frequência. As operadoras priorizam inicialmente capitais e grandes centros urbanos, onde há maior densidade populacional e retorno financeiro mais rápido. Além disso, a ativação da tecnologia depende de autorizações municipais, da atualização das leis de antenas e de investimentos constantes das empresas.
O gerente de outorgas da Anatel, Vinicius Caram, reconhece que ainda existem desafios significativos para levar o 5G a todo o país. “Temos desafios para que todas as cidades sejam contempladas e adensadas, com cobertura total. Para que isso aconteça, é preciso que as operadoras mantenham o ritmo de ativações e investimentos, garantindo que os 5.570 municípios recebam essa tecnologia o quanto antes”, destaca.
A expectativa é que o 5G avance gradualmente pelo interior do Brasil nos próximos anos, conforme as operadoras finalizem as etapas técnicas e ampliem a infraestrutura necessária para a nova rede.




