Investimento milionário ainda não atende população do município

 

Goianésia - O Conselho Municipal de Saúde de Goianésia intensificou as discussões sobre o andamento das obras e o futuro do novo hospital. A preocupação central é com a capacidade das atuais instalações, consideradas insuficientes para atender à crescente demanda do município.

Durante as últimas reuniões, o Conselho manteve diálogo com técnicos, com a Secretaria Municipal de Saúde e com representantes das entidades que compõem o colegiado, cobrando informações mais claras e documentadas sobre o projeto. O tema será incluído especificamente na pauta da reunião deste mês de novembro, como detalha a presidente municipal do Conselho de Saúde de Goianésia, Dra. Rosa Steckelberg.

“O Conselho Municipal de Saúde de Goianésia tem conversado muito em suas reuniões com os técnicos, com a secretária e com as entidades que compõem o colegiado sobre o andamento do Hospital Municipal. Para a reunião de novembro, o tema vai ser incluído na pauta especificamente para termos um cronograma, as previsões e acompanharmos mais de perto, porque sabemos que é uma necessidade muito grande do município, visto que as instalações atuais já não comportam as atividades necessárias. Estamos cobrando, aguardando notícias e, na próxima reunião, queremos ter isso documentado de maneira mais clara”.

Considerado um dos maiores investimentos em saúde pública no interior de Goiás, o projeto do novo hospital municipal de Goianésia teve valor estimado em R$ 29 milhões. Segundo a gestão passada, R$ 20 milhões foram aplicados na construção e mais de R$ 9 milhões em equipamentos e mobília.

O hospital foi erguido em uma área de 20 mil metros quadrados, com 4.450 metros quadrados de área construída. Contará com 60 leitos, três centros cirúrgicos, maternidade, pediatria, leitos de semi-UTI e setores de urgência e emergência, além de infraestrutura considerada de ponta.

Em visita recente ao prédio do atual hospital, a vereadora Taiza Andrade destacou a precariedade da estrutura existente e reforçou a importância de colocar em funcionamento, com urgência, as novas instalações para garantir atendimento mais digno à população:

“Temos uma obra milionária paralisada, que é o novo hospital municipal, iniciada ainda na gestão anterior do atual gestor Renato de Castro. Enquanto isso, o Hospital Municipal Irmã Fany Duran está caindo aos pedaços. Estive nos quartos e consultórios e vi a situação crítica do hospital. A população merece respeito, dignidade e um novo hospital funcionando. Já tivemos várias emendas parlamentares destinadas à saúde do município. Então, o que está sendo feito? Por que o hospital não é entregue com equipamentos novinhos? Temos equipamentos novos para mamografia e outros exames, mas que acabam se deteriorando pelo não uso. Esperamos que o atual gestor, já no 11º mês de gestão, dê prioridade ao que realmente merece, que é a saúde do município”, detalha.

Segundo o Conselho Municipal de Saúde, a cobrança é contínua e reflete uma necessidade urgente. Moradores também têm manifestado preocupação com a conclusão das obras e ressaltam a necessidade do funcionamento do novo hospital para melhorar o atendimento à população, como afirma Érica Cristina. “Eu faço uso frequente da saúde pública do município. Às vezes chego no hospital e ele está lotado, com corredores cheios e falta de insumos, não têm leitos suficientes. Uma nova instalação poderia atender melhor a necessidade do município, além de oferecer equipamentos novos e uma estrutura adequada. Seria de suma importância para a população”, detalha.

A expectativa é que, com a inclusão do tema na pauta da reunião de novembro, sejam apresentados dados atualizados sobre prazos, etapas e investimentos do novo hospital. A reportagem entrou em contato com a secretária municipal de Saúde, Marina Batista, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria.