Autoridades reforçam importância da eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti durante o período chuvoso

 

Goianésia - Com a chegada do período sazonal da dengue, que se estende de outubro de 2025 a maio de 2026, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco de aumento nos casos das arboviroses dengue, zika e chikungunya em todo o país. A combinação entre calor intenso e chuvas frequentes cria condições ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor das doenças.

Em Goianésia, a preocupação cresce com a aproximação das chuvas. O morador do bairro Covoá, Amarildo Teixeira, demonstra inquietação diante da falta de conscientização da população. “Em todo lugar tem lixo acumulado. A chuva vem, a água fica parada e o mosquito se dá bem. Está faltando cuidado e é isso que está fazendo o número de focos aumentar”, relatou.

A moradora Ana Maria reforça a necessidade da colaboração coletiva no combate ao mosquito. “A vizinhança também precisa colaborar com a limpeza. É um trabalho de todos nós”, afirmou.

Os números confirmam a gravidade da situação. No último verão, o país registrou mais de 6,5 milhões de notificações de dengue, um crescimento de 300% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2024, o estado de Goiás contabilizou mais de 280 mil casos, representando um aumento de 345% na comparação com anos anteriores.

Em Goianésia, a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Juliana Amador, destacou que ações preventivas vêm sendo realizadas desde setembro para conter o avanço da doença. “Estamos intensificando o trabalho de eliminação dos focos do Aedes aegypti. Com o aumento das chuvas, é fundamental que cada morador faça sua parte, eliminando qualquer recipiente que possa acumular água”, alertou.

Juliana reforçou ainda que o mosquito tem ciclo de reprodução acelerado em períodos de calor. “Os ovos podem permanecer viáveis por até um ano, esperando o contato com a água para eclodirem. Por isso, é essencial manter caixas d’água bem tampadas, calhas limpas e vasos de plantas sem acúmulo de líquido”, explicou.

A mobilização da comunidade é apontada como a principal arma para conter o avanço da dengue. O engajamento de moradores e o cuidado contínuo com a limpeza de quintais e terrenos são fundamentais para reduzir os índices de infestação e evitar novas epidemias no município.