Polícia Civil apreende mais de 50 garrafas adulteradas em operação e alerta consumidores sobre os riscos do consumo

Goianésia - A Polícia Civil de Goianésia iniciou uma investigação contra uma empresa especializada no fornecimento de bebidas alcoólicas para eventos sociais, como casamentos, aniversários, formaturas e festas em geral. A suspeita é de que a empresa esteja adulterando bebidas de marcas renomadas, oferecendo produtos de qualidade inferior aos clientes. A denúncia chegou às autoridades e motivou uma operação recente, durante a qual foram apreendidas mais de 50 garrafas, algumas delas vazias, que agora passam por perícia técnica para confirmar a adulteração.

Em entrevista exclusiva à RVC FM, o delegado Marco Antônio Maia explicou como funcionava o esquema. Segundo ele, a empresa adquiria garrafas originais de bebidas premium, como Absolut e gins de marcas famosas, para eventos. Após o consumo inicial, as embalagens eram reaproveitadas, com os lacres e dosadores descartados, e reabastecidas com bebidas alcoólicas de qualidade inferior, como vodkas e gins comuns, sem que o consumidor soubesse da substituição.
“Chegamos ao local e encontramos vários indícios claros dessa prática, incluindo garrafas sem lacres e dosadores, além do estoque de bebidas de qualidade inferior, que seriam utilizadas para substituir os produtos originais”, detalhou o delegado.

A adulteração de bebidas é um crime previsto no artigo 272 do Código Penal, com pena que pode variar de quatro a oito anos de reclusão. Além do caráter ilegal da prática, o delegado destacou os riscos à saúde dos consumidores.

“Quando uma pessoa consome uma bebida original, mas adulterada, pode acabar sofrendo efeitos mais graves, como ressacas intensas e náuseas”, explicou.
Ele ressaltou que essa prática ilegal causa prejuízo financeiro e moral aos consumidores, que pagam por produtos que não recebem.

O delegado aproveitou a oportunidade para fazer um alerta importante à população. Segundo ele, é fundamental que consumidores e organizadores de eventos fiquem atentos à procedência das bebidas oferecidas.

“Quem contratar uma empresa para fornecer bebidas deve exigir a visualização das garrafas, checar se os lacres e dosadores estão intactos e, se houver qualquer suspeita, não hesitar em recusar o produto. Esse é um direito do consumidor e uma medida essencial para evitar fraudes e garantir segurança”, aconselhou.

“O que mais chamou a atenção foi o fato de que, para eles, isso era algo rotineiro e até comum, o que demonstra falta de conhecimento sobre a gravidade do crime. Tivemos que explicar que adulterar bebida é uma infração séria, que traz consequências jurídicas e de saúde”, explicou Marco Antônio Maia.

A polícia aguarda o laudo da perícia técnica para concluir a investigação e tomar as medidas cabíveis. O nome da empresa não será divulgado, pois o caso segue sob investigação da Polícia Civil de Goianésia.