Imprudência, falta de equipamentos e aumento da frota agravam cenário

Goianésia- O trânsito de Goianésia acende um sinal de alerta em 2025. Segundo dados do Registro Nacional de Sinistros e Estatísticas de Trânsito, do Ministério dos Transportes, o município já registrou 536 acidentes neste ano. Ao todo, 719 veículos estiveram envolvidos, resultando em 826 pessoas afetadas, entre feridos e ilesos, e três mortes confirmadas.

De acordo com o Tenente-Coronel Dutra, comandante do 18° Batalhão Bombeiro Militar (BBM) de Goianésia, os motociclistas são, de longe, os mais prejudicados nos acidentes.

“Seguindo uma tendência de meses e anos anteriores, a maioria dos atendimentos que realizamos envolve motociclistas. Estimamos que, a cada 10 acidentes de trânsito, pelo menos 7 envolvem motos. Isso chama bastante atenção e serve de alerta para toda a comunidade. Os tipos mais comuns são colisões entre carro e moto, moto com moto, quedas e até acidentes com bicicletas”, destaca o comandante.

Os números locais refletem uma tendência nacional: o aumento expressivo de colisões entre carros e motocicletas. Em Goianésia, as motos são o meio de transporte mais utilizado — e, por isso, os condutores também são os mais expostos aos riscos do trânsito. Dados do Detran-GO revelam que a frota de motocicletas e motonetas na cidade saltou de 15.964, em 2021, para 19.626 em 2025, um aumento de mais de 20% em apenas quatro anos.

Para o Tenente-Coronel Dutra, o respeito às leis de trânsito e a empatia entre condutores são medidas fundamentais para mudar esse cenário. “É errado pensar que o motociclista é sempre o culpado pelos acidentes. Não podemos generalizar. No entanto, é importante reforçar que ele é, sim, a parte mais vulnerável nas colisões. Quando estou em um carro, a estrutura do veículo oferece uma proteção mínima contra os impactos. Já o motociclista, muitas vezes, não tem essa mesma defesa”, explica.

O comandante também reforça a necessidade de campanhas de conscientização voltadas à segurança no trânsito, principalmente para os condutores de motocicletas, que representam grande parte dos acidentes registrados.