Goianésia- A Polícia Civil de Goiás investiga a possível identificação de uma ossada humana encontrada no último domingo (05/09) em Rio Verde. A suspeita é de que os restos mortais pertençam a Carlos André, 24 anos, natural de Alagoas, que está desaparecido desde abril deste ano.
Carlos havia se mudado para Goiás em busca de novas oportunidades e trabalhava como vigilante noturno em uma granja localizada nos arredores da cidade. Segundo colegas, ele morava no próprio local de trabalho e costumava manter rotina isolada, saindo pouco do ambiente da granja.
O delegado Adelson Cadeo, titular do Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) e responsável pelo caso, informou que a ossada encontrada está bem preservada e não apresenta fraturas aparentes. Próximo ao local, a equipe policial recolheu objetos pessoais, entre eles uma pulseira similar à que Carlos usava, roupas com características relatadas pela família e uma seringa, cuja origem ainda é desconhecida.
De acordo com o delegado, no dia em que Carlos desapareceu, ele não compareceu ao início do turno, o que motivou buscas imediatas na região, porém sem sucesso. Ele explicou que o material humano foi localizado em uma represa da região após o nível da água diminuir significativamente devido à seca, o que possibilitou a descoberta dos restos mortais.
Além da ossada, foi encontrado um celular danificado no local, que será analisado pela perícia técnica para tentar confirmar se pertence à vítima e recuperar informações relevantes para esclarecer as circunstâncias do caso.
Cadeo acrescentou que todos os itens recolhidos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML), onde exames de DNA e perícia forense serão realizados para confirmar a identidade e identificar as causas da morte.
O delegado ressaltou que o caso permanece aberto e que nenhuma linha de investigação está descartada, considerando possibilidades que vão desde acidente até crime. Enquanto isso, a família de Carlos André aguarda respostas e mantém a esperança por desfecho.




