Criminosos usam ameaças para extorquir vítimas por telefone, mas não há domínio territorial de facções no estado, afirma delegado

 

Goianésia - O delegado Marco Antônio Maia fez um alerta à população goiana durante entrevista exclusiva à RVC FM. Segundo ele, está em curso no estado um golpe em que criminosos se passam por membros de facções para extorquir dinheiro por telefone. As vítimas são ameaçadas, acreditando que estão em áreas dominadas por grupos criminosos, e acabam fazendo transferências bancárias para se proteger.

“Essas ameaças são fraudes. Goiás não tem nenhuma área dominada por facções. A polícia entra em qualquer lugar do estado. Diferente do que ocorre em partes do Rio de Janeiro ou São Paulo, aqui não há controle territorial por grupos criminosos”, afirmou o delegado.

As ligações geralmente envolvem ameaças diretas, exigência de pagamento de taxas ou multas supostamente aplicadas por “facções”. O delegado explica que os golpistas utilizam informações pessoais das vítimas como nome, endereço e rotina para dar mais credibilidade às ameaças.

“Eles assustam, dizem que o bairro foi tomado, que a pessoa desrespeitou uma regra da facção, e pedem dinheiro. Às vezes começam com R$ 3 mil, mas se a vítima paga, eles continuam extorquindo. Já tivemos casos em que a perda chegou a R$ 30 mil. E o pior: o trauma psicológico pode durar meses”, relata.

Marco Antônio Maia orienta que ninguém faça qualquer tipo de depósito ou transferência. “Não envie dinheiro, bloqueie o número e procure imediatamente a delegacia mais próxima. É um golpe. Os criminosos jogam com o medo, e muitos acabam cedendo por pânico”, disse.

O delegado reforça que, embora existam facções no Brasil inteiro, em Goiás elas não têm estrutura nem controle de território. Por isso, qualquer ligação com esse tipo de ameaça deve ser ignorada e denunciada.

“Pode ter certeza: se alguém se passa por facção e pede dinheiro, é golpe. Não caia. Informe a polícia”, finalizou.