Goianésia- Um homem de 60 anos foi preso nesta semana, em Aparecida de Goiânia, suspeito de aplicar um golpe financeiro contra uma idosa de 74 anos, residente na Holanda e com dupla cidadania holandesa e brasileira. Segundo a Polícia Civil de Goiás, a vítima, conhecida por seu envolvimento em ações sociais, foi manipulada emocionalmente ao longo de três anos, período em que transferiu aproximadamente R$ 300 mil ao investigado.
A prisão foi efetuada pelo Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (Gref), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic). Além da detenção, a Justiça autorizou o bloqueio de valores em contas ligadas ao suspeito.
As investigações apontam que o homem criou uma identidade falsa nas redes sociais, se apresentando como “Nabu Badona”, suposto pecuarista de sucesso com propriedades em Palmas (TO), Goiânia e Anápolis. Para ganhar a confiança da vítima, ele dizia realizar doações anuais a instituições de caridade, como caminhões de arroz à Vila São Cottolengo, em Trindade (GO).
Com promessas de negócios e atos de generosidade, o suspeito convenceu a vítima a realizar diversas transferências internacionais em euros, utilizando empresas de câmbio. Em mensagens trocadas via WhatsApp, foram identificadas técnicas de manipulação emocional, com uso de promessas vagas, argumentos religiosos e desculpas evasivas para evitar o encerramento da relação.
O golpe foi descoberto pelo filho da vítima, que percebeu inconsistências nas histórias contadas e alertou a mãe. Após a tentativa de reaver os valores, a mulher foi bloqueada pelo suspeito em todas as plataformas de comunicação.
O homem já possuía antecedentes por crimes semelhantes. Conforme apurado pela Polícia Civil, ele já havia sido denunciado no Tocantins por aplicar golpe semelhante contra outra idosa, também se utilizando da confiança e da manipulação emocional. Há ainda registros de ameaças contra familiares.
Nos últimos anos, o investigado mudava de cidade com frequência, entre Goiás e Tocantins, como estratégia para dificultar a ação das autoridades. Em depoimento, confessou ter se apropriado dos valores repassados pela vítima.
A imagem do preso foi divulgada nos termos da legislação vigente (Lei nº 13.869/2019 e Portaria nº 547/2021 – PCGO), com o objetivo de auxiliar na identificação de possíveis novas vítimas ou testemunhas.




