Banco desconfiou da transação e acionou a polícia, que impediu o golpe milionário.

Goianésia- Quatro pessoas foram presas em flagrante na última quinta-feira (11/09), em Goiânia, durante a tentativa de aplicação de um golpe milionário contra uma instituição bancária privada. Segundo a Polícia Civil de Goiás, o grupo criminoso tentava fraudar uma transferência no valor de R$ 41 milhões, que seria usada para a suposta compra de uma propriedade rural avaliada em R$ 81 milhões.

A ação foi desencadeada após o setor de prevenção a fraudes do próprio banco acionar a polícia, ao identificar movimentações suspeitas de um casal que havia comparecido presencialmente à agência. A mulher se apresentava como beneficiária da quantia e portava documentos e uma procuração falsificados. Já o homem se passava por advogado responsável pela operação.

De acordo com o delegado Maytan Santana Lima, titular do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (GREF), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), a mulher, residente em uma comunidade de São Paulo, afirmou ter sido contratada por uma quadrilha especializada para sacar o valor que, segundo os criminosos, estaria disponível naquela agência.

Após a prisão do casal, outros dois suspeitos, apontados como os mentores intelectuais da tentativa de golpe, foram localizados e detidos em um hotel da capital goiana, onde aguardavam o retorno dos comparsas. Todos os envolvidos são naturais do estado de São Paulo e, segundo as investigações, fazem parte de um grupo que aplica esse mesmo tipo de golpe em diversas cidades do país.

Durante a operação, a polícia apreendeu documentos falsos, aparelhos celulares e um computador que estavam em posse dos suspeitos. Agora, as autoridades trabalham para identificar outros possíveis integrantes da quadrilha e esclarecer como os criminosos tiveram acesso à informação privilegiada sobre o valor disponível na conta bancária.

As identidades dos presos e o nome do banco envolvido não foram divulgados. Os quatro suspeitos foram autuados em flagrante pelos crimes de estelionato, uso de documentos falsos e associação criminosa. As investigações continuam sob responsabilidade da Polícia Civil de Goiás.