Destruição causa poluição e danos no meio ambiente

Goianésia- Catadores e recicladores de Caldas Novas denunciaram um incêndio criminoso ocorrido no lixão da cidade, que causou prejuízos significativos aos trabalhadores e representou sérios riscos ambientais. O incidente, que já havia ocorrido há duas semanas, se repetiu na tarde desta segunda-feira (25/08), quando novas chamas tomaram conta do local, destruindo mais de R$ 10 mil em materiais recicláveis que haviam sido separados pelos trabalhadores. Além dos prejuízos financeiros, algumas pessoas passaram mal devido à inalação da fumaça, e animais morreram no local.

Givanilda Nascimento Rodrigues, recicladora que trabalha no lixão há mais de 15 anos, informou que o incêndio destruiu R$ 3 mil em materiais que ela havia separado, além dos itens de outros catadores. Ela destacou que, após o ocorrido, seu companheiro foi levado ao hospital após desmaiar enquanto tentava combater o fogo. A recicladora também denunciou que o incêndio foi provocado de forma criminosa, e, embora tenha sido controlado na primeira ocorrência, as chamas retornaram, causando ainda mais danos.

Mais de 200 pessoas trabalham na separação de materiais no lixão, e muitas delas passaram mal devido à inalação da fumaça tóxica. Além disso, diversos animais, incluindo cães, morreram em decorrência do incêndio. Os prejuízos materiais são consideráveis, com itens que estavam em processo de separação há vários dias sendo destruídos pelas chamas.

Os incêndios recorrentes no lixão têm causado grandes perdas financeiras para os trabalhadores, que dependem da separação e venda de materiais recicláveis para o sustento. A queima de resíduos no local representa também um grave risco à saúde pública, já que a fumaça tóxica emitida pode afetar a qualidade do ar e provocar doenças respiratórias. As condições de trabalho no lixão são precárias, expondo os catadores a sérios danos à saúde e agravando o impacto social e ambiental da situação.

Em agosto de 2024, o município de Caldas Novas solicitou a licença para o encerramento do lixão, conforme informações da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semad). No entanto, o processo foi arquivado em outubro devido à falta de pagamento da taxa necessária. O município retomou o processo em novembro, mas ainda aguarda a correção de algumas pendências.

O Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) foi acionado para combater as chamas nesta segunda-feira (25/08), mas ainda não tinha detalhes sobre a extensão do incêndio até o momento. A prefeitura de Caldas Novas foi procurada pela reportagem e informou que se manifestará em breve sobre a situação. A empresa responsável pela gestão do lixão também foi contatada, mas ainda não respondeu aos questionamentos.

O incêndio no lixão de Caldas Novas levanta questões sérias sobre a gestão inadequada dos resíduos sólidos na cidade. A falta de infraestrutura, fiscalização eficiente e um plano de encerramento adequado para o lixão contribuem para o agravamento dos impactos ambientais e sociais. As autoridades municipais enfrentam dificuldades para resolver um problema que afeta diretamente os catadores, a saúde da população e o meio ambiente.

A prefeitura afirmou que está trabalhando para resolver a situação e tomar as medidas necessárias para garantir a segurança e a saúde pública. No entanto, a situação exige ações urgentes para evitar novos incidentes e resolver definitivamente o problema do lixão na cidade.