Prisões e mandados de busca marcam desdobramentos do corrido

Goianésia- O Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) desencadeou nesta quinta-feira (21/8) uma operação para investigar um esquema criminoso que fraudava contratos e desviava recursos públicos destinados a obras e reformas em escolas da rede estadual de Rio Verde, no sudoeste goiano. A ação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em Rio Verde e em Goiânia, além de resultar na prisão de uma pessoa. Os nomes dos suspeitos ainda não foram divulgados.

Segundo o MPGO, a organização criminosa teria como líder um delegado da Polícia Civil, sócio proprietário de uma empresa do setor educacional, junto com sua esposa. As investigações apontam que o grupo ampliou suas ações para além das reformas, envolvendo também contratos para impressão de material didático distribuído nas escolas estaduais e a contratação direcionada de um instituto ligado ao grupo para realizar concurso público da Câmara Municipal de Rio Verde.

Desde 2020, o esquema teria causado um desvio superior a R$ 2,2 milhões por meio de pelo menos 40 processos fraudulentos de dispensa de licitação, conforme apurado até o momento.

A Justiça determinou ainda o bloqueio de contas bancárias e a apreensão de bens dos investigados, visando o ressarcimento aos cofres públicos. A operação contou com o apoio da Controladoria-Geral do Estado de Goiás e da Polícia Civil.

Esta foi a primeira ação executada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado da região Sul (Gaeco Sul), vinculado ao MPGO. O Gaeco possui outras unidades na capital, no entorno do Distrito Federal e uma especializada em crimes cibernéticos.

A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) esclareceu que não é alvo da investigação e ressaltou que os envolvidos não fazem parte da atual gestão da Secretaria nem das unidades regionais. A Seduc reafirmou seu apoio às investigações e disse estar à disposição para colaborar com as apurações.

Em nota, a Polícia Civil informou que os dados sobre possíveis envolvimentos de seus servidores foram encaminhados para a Corregedoria da corporação, que irá apurar possíveis infrações disciplinares, garantindo o direito ao devido processo legal e ampla defesa.

A instituição reafirmou o compromisso com a legalidade e transparência e disse que não compactua com condutas ilícitas., com várias delas registradas em outros estados. O caso foi formalmente comunicado à Polícia Civil, que agora foca em identificar os responsáveis pelas fraudes e o destino dos recursos desviados. Os envolvidos poderão responder por crimes como peculato, falsidade ideológica e organização criminosa.