Goianésia - A Polícia Civil prendeu em flagrante, em Goianésia, um dentista especializado em estética, acusado de cometer uma série de ataques virtuais contra moradores da cidade. As publicações, feitas quase diariamente nas redes sociais, continham ofensas de cunho racista, homofóbico, classista e incluíam termos de baixo calão dirigidos a pessoas claramente identificáveis.
Segundo a delegada Alana Delfino, responsável pelo caso, o investigado já era alvo de cinco inquéritos policiais por condutas semelhantes, mas, mesmo denunciado, passou a intensificar os ataques e ampliar o número de vítimas.
“Ele foi preso pelos crimes de injúria e difamação, agravados pela utilização de redes sociais, além do crime de perseguição. Já havia cinco inquéritos instaurados nesta delegacia contra ele por crimes semelhantes”, explicou a delegada.
Postagens ofensivas e desprezo pelas leis
As investigações apontam que o dentista utilizava suas redes sociais para atacar publicamente a honra e a dignidade das vítimas. Entre os comentários registrados estavam frases como chamar um homem de “preto, pobre, feio e gay”, acusar outro de ser “garoto de programa” e ridicularizar uma terceira pessoa com apelidos como “botijão 70”.
Em uma das postagens mais recentes, ele utilizou termos vulgares e ofensivos ao se referir a uma mulher. Em outra publicação, ironizou a condição financeira de uma vítima, afirmando que “pobre não pode ter carro importado, no máximo um Fox”.
As vítimas relataram à polícia os efeitos dos ataques, que iam desde humilhações públicas até consequências emocionais e sociais severas. A popularidade do agressor nas redes sociais, com centenas de seguidores, aumentava o impacto das ofensas.
“Pelo fato de a rede social conter centenas de seguidores, isso vinha causando uma grande revolta aqui na cidade”, relatou uma das vítimas à polícia.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil informou que o investigado será indiciado formalmente e poderá responder pelos crimes de injúria, difamação, perseguição e discriminação racial, todos agravados pelo uso de meios digitais. O caso agora segue sob análise do Ministério Público e do Poder Judiciário.




