Goianésia - O preço médio do aluguel residencial no Brasil segue em alta, e Goianésia, no interior de Goiás, já sente os reflexos desse cenário. De acordo com o Índice FipeZAP, o valor médio nacional alcançou R$ 45,92 por metro quadrado em junho, representando uma alta de 1,25% em relação ao mês anterior. No entanto, na cidade goiana, a pressão maior vem da escassez de imóveis disponíveis para locação especialmente os de padrão intermediário.
Segundo o corretor Thiago Campos, o aquecimento da economia local e a chegada constante de novos moradores têm impulsionado fortemente o mercado imobiliário. A alta procura, combinada à oferta limitada, faz com que os preços aumentem rapidamente.
“Goianésia tem despertado muito interesse. As indústrias e empresas que se instalam aqui geram muitos empregos, o que aquece o setor imobiliário. As kitnets, por exemplo, já estão todas locadas antes mesmo de ficarem prontas. Muita gente está vindo de fora estudantes, trabalhadores e não encontra imóvel disponível. Quando a procura é alta, a tendência é a valorização", explica.
A elevação nos preços em Goianésia reflete um movimento nacional. No acumulado de 2025, o aluguel residencial no Brasil já subiu 8,02%, índice bem acima da inflação oficial medida pelo IPCA, de 2,48%, e do IGP-M, com alta de 1,10%. Nos últimos 12 meses, a valorização foi de 14,86%. Os imóveis de um dormitório registraram o maior aumento: 18,36% no período.
Para os moradores, a realidade pesa no orçamento doméstico. O goianesiense Leandro Borges relata as dificuldades em arcar com os reajustes sucessivos.
“Não está fácil. A gente que mora de aluguel sente muito esses aumentos. Lá em casa, o valor passou de R$ 500 para R$ 650, e agora já foi para R$ 800. A gente depende do aluguel porque não consegue financiar uma casa, por causa da burocracia. E, por isso, acaba pagando um preço alto por não ter moradia própria.”
Com a demanda em alta e poucas opções no mercado, a tendência é que os aluguéis continuem subindo em Goianésia. O município já início a implementação de novas áreas de habitação para os próximos meses.




