Goianésia- Um levantamento nacional revelou que 96% das crianças no Brasil têm acesso a um smartphone, seja por meio de aparelhos próprios ou emprestados dos pais. O dado, que impressiona, demonstra o quanto o celular se tornou uma parte integral do cotidiano infantil, sendo utilizado para assistir vídeos, jogar, se comunicar e até para realizar tarefas escolares.
O psicólogo clínico Sidnei Gomes explica que o uso excessivo de celulares pode gerar efeitos negativos, sendo a auto comparação um dos principais. “Com o avanço da tecnologia, a conexão entre pessoas se tornou mais fácil e rápida. Isso encurtou distâncias e criou uma integração global, o que foi positivo em muitos aspectos. Contudo, é importante termos atenção aos perigos dessa dependência das telas, que podem afetar o emocional e a saúde das crianças”, explica o especialista.
O estudo também revela que a maioria das crianças começa a usar o smartphone ainda muito cedo, em média aos 4 anos de idade. Especialistas alertam que, embora o uso do aparelho facilite o aprendizado e a socialização, o consumo excessivo de telas pode acarretar riscos, como dependência digital, problemas de sono, sedentarismo e exposição a conteúdos inadequados.
A psicóloga clínica Daniella Rodrigues enfatiza a importância da fiscalização dos pais ou responsáveis. “A exigência precoce de definição sexual, principalmente no que diz respeito à heterossexualidade, e a pressão social podem ser muito prejudiciais à formação emocional da criança. Além disso, o acesso a jogos online pode expor as crianças a criminosos e indivíduos desconhecidos, que iniciam conversas e lançam desafios perigosos para os jovens”, alerta a psicóloga.
A recomendação de pediatras e educadores é clara: os pais devem acompanhar de perto o conteúdo consumido pelos filhos, estabelecer limites de tempo e incentivar atividades fora das telas. O equilíbrio, dizem os especialistas, é essencial para que a tecnologia desempenhe um papel positivo no desenvolvimento das crianças.




