O cenário é agravado pelo clima seco e pela baixa umidade do ar

Goianésia- O número de queimadas em Goianésia e região tem crescido de forma preocupante. De acordo com o boletim mais recente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (CIMEHGO), o município — localizado no Vale do São Patrício — registrou aumento nos focos de incêndio ao longo do mês de junho. O cenário é agravado pelo clima seco e pela baixa umidade do ar, típicos do período de estiagem.

O gerente do CIMEHGO, André Amorim, alerta para os perigos desta época do ano. “As manhãs nem estão tão frias, mas as temperaturas máximas têm alcançado os 33 °C durante a semana. É um período de sol forte, tempo seco e muito propício para queimadas. Toda a população precisa estar atenta, porque o risco é alto. Qualquer descuido pode provocar um incêndio de grandes proporções”, explica.

Entre os dias 23 e 29 de junho, a Região Norte de Goiás registrou 13 focos de incêndio, contra apenas 5 no mesmo período de 2024. No acumulado mensal, o número passou de 58 para 59 focos, com destaque para municípios como Goianésia, Porangatu e Uruaçu. A estiagem já ultrapassa 50 dias sem chuvas significativas, aumentando o risco de incêndios tanto em áreas urbanas quanto rurais.

O sargento Osman, do Corpo de Bombeiros da região, reforça a importância da prevenção. “Fazemos um alerta à comunidade sobre o período de estiagem e baixa umidade. É fundamental a conscientização: não ateie fogo para limpar lotes, queimar lixo ou restos de poda. Essas ações causam transtornos, aumentam a poluição e colocam em risco áreas de vegetação e preservação ambiental”, destaca.

Segundo o monitoramento estadual, a maioria dos focos de incêndio é causada por ação humana — principalmente queimadas irregulares para limpeza de terrenos ou descarte inadequado de resíduos. A orientação do Corpo de Bombeiros é clara: evite qualquer tipo de fogo em vegetação, mesmo que pareça controlado.