Goianésia- Uma jovem de 24 anos foi presa, suspeita de aplicar um golpe estimado em R$ 400 mil contra os próprios tios, em Jataí, no sudoeste de Goiás. De acordo com a Polícia Civil, ela teria se passado por representantes do Poder Judiciário para induzir os familiares a realizar transferências bancárias, pagar por viagens e comprar bens em seu nome, como um iPhone avaliado em cerca de R$ 13 mil.
A investigação aponta que a jovem enviava mensagens aos tios, supostamente em nome de uma vara criminal, alegando questões de segurança da família. Com isso, os parentes foram convencidos a seguir uma série de instruções, incluindo a instalação de aplicativos de segurança — que não existiam —, com custo aproximado de R$ 10 mil. As transferências feitas para esses supostos serviços somaram cerca de R$ 12 mil.
Além das transações financeiras, o casal também arcou com despesas de viagens, roupas e outros itens de uso pessoal da sobrinha, sempre com a promessa de que os valores seriam ressarcidos futuramente pelo suposto órgão judicial. Os gastos aconteceram ao longo de três meses.
A jovem foi localizada em uma casa de alto padrão na cidade. Segundo a polícia, após ser presa, ela confessou o crime, mas afirmou ter contado com a participação de outras pessoas, o que ainda está sendo apurado.
Ela já havia sido presa anteriormente por envolvimento em golpes relacionados ao aluguel de imóveis em Rio Verde, município a cerca de 100 quilômetros de Jataí. Após ser solta, foi acolhida pelos tios, que lhe ofereceram abrigo temporário e, posteriormente, passaram a custear o aluguel de uma quitinete para que ela pudesse se reestabelecer.
Pouco tempo depois, os tios começaram a receber as mensagens que originaram o golpe. As ordens indicavam que a jovem não poderia deixar a casa da família e que a situação exigia mudanças de cidade, hospedagens em locais turísticos e compras diversas como parte de um suposto plano de proteção judicial.
O golpe só foi descoberto quando a jovem levou o namorado para morar com os tios, e novas mensagens passaram a afirmar que ele também deveria permanecer na casa e receber ajuda financeira. A tia, então, desconfiou e denunciou o caso às autoridades.
Durante as investigações, a polícia identificou que os números usados para enviar as mensagens estavam registrados em nome da própria suspeita, o que reforçou as evidências de que ela havia arquitetado todo o plano.
Ela vai responder por estelionato, crime cuja pena varia de 1 a 5 anos de prisão. Até o momento, a defesa da jovem não se manifestou.




