Goianésia- Amabhia Chinagria Pereira da Silva, de 28 anos, foi assassinada em Niquelândia, no Norte de Goiás, após revogar uma medida protetiva contra seu ex-companheiro. O caso está sendo investigado como feminicídio. Natural de Porangatu, Amabhia já havia denunciado o homem por violência doméstica, e a morte ocorreu pouco tempo depois de um pedido de revogação das medidas de proteção que haviam sido concedidas a ela.
Amabhia havia registrado a primeira denúncia contra o ex-companheiro no dia 8 de março deste ano, após ser agredida com um soco no rosto durante uma discussão. A agressão resultou em um atendimento médico e na lavratura de um boletim de ocorrência, o que levou à concessão de medidas protetivas de urgência. O agressor foi afastado da vítima e proibido de fazer qualquer tipo de contato, seja pessoalmente, por telefone ou de outra forma.
No entanto, semanas após a agressão inicial, a vítima procurou a polícia novamente e entregou um documento manuscrito pedindo a revogação das medidas protetivas. Ela alegou que o ex-companheiro estava respeitando a decisão judicial, embora relatos de vizinhos e moradores da região indicassem que episódios de violência continuavam a ocorrer.
No dia 22 de maio, Amabhia chegou a afirmar em depoimento à polícia que o homem estava cumprindo a decisão judicial, mesmo diante de evidências de que a violência doméstica persistia. No entanto, poucos dias depois, ela foi brutalmente assassinada, e a Polícia Civil trata o ex-companheiro como principal suspeito.
Após cometer o crime, o suspeito fugiu do local, levando os três filhos do casal, que estavam com a vítima no momento da morte. A irmã de Amabhia esteve na delegacia para solicitar um exame cadavérico e registrar o ocorrido, mas informou que não presenciou o crime e não soube relatar as circunstâncias em que ele aconteceu.
A Polícia Civil segue em diligências para localizar o suspeito, mas até o momento ele não foi encontrado. As investigações continuam, com o objetivo de esclarecer os detalhes do feminicídio e determinar as motivações que levaram o homem a cometer o assassinato, especialmente considerando o contexto de violência doméstica e a revogação das medidas protetivas.
O assassinato de Amabhia é o 21º caso de feminicídio registrado no estado de Goiás em 2025, apenas nos primeiros seis meses do ano. A triste estatística reflete a crescente onda de violência contra a mulher na região e coloca em evidência a urgência de políticas públicas mais eficazes no combate ao feminicídio e à violência doméstica.




