Escassez de produtos tem sido causada pelos eventos climáticos

 

Goianésia - A alta nos preços de hortaliças e frutas e a baixa qualidade dos produtos têm gerado dificuldades para os feirantes goianesienses no início de 2025. Segundo o Boletim Hortigranjeiro da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a cenoura, com um preço médio de R$5,38/kg, teve um aumento de 116,79% desde o mês passado. A cebola, por outro lado, teve uma variação negativa de 16,90%, com preço médio de R$4,10/kg. No segmento das frutas, a laranja subiu 14,19%, chegando a R$2,88/kg, enquanto a melancia caiu 29,13%, para R$3,17/kg.

Zildo José, feirante de Goianésia ,comentou sobre as dificuldades enfrentadas no Ceasa. “Hoje o Ceasa está muito cheio de altos e baixos, tanto nas verduras quanto nas frutas. A produção está muito irregular, e isso se reflete diretamente nos preços, que estão altíssimos. Tudo está caro, e a dificuldade de produção aumentou ainda mais com as condições climáticas adversas. Está cada vez mais difícil para os feirantes conseguirem oferecer produtos de qualidade para os consumidores", afirmou.

Josué Lopes, gerente técnico da Ceasa Goiás, explicou que o aumento nos preços também está relacionado à escassez de produtos, agravada pelas chuvas."Janeiro e fevereiro são marcados por muitas chuvas,mas quando o clima se estabilizar, a produção e a venda devem melhorar. A previsão é que, com a regularização das condições climáticas, a oferta de produtos no Ceasa aumente, o que ajudará tanto os feirantes quanto os consumidores”, destacou.

De acordo com a Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), as variações de preços em Goiás são reflexo das altas temperaturas e da irregularidade das chuvas, o que tem impactado diretamente o mercado agrícola.