Campanha reforça o valor do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo da doença autoimune

Goianésia -  Fevereiro Roxo é uma campanha de conscientização voltada a doenças crônicas e coloca em evidência o lúpus, condição autoimune em que o sistema imunológico passa a agredir tecidos e órgãos do próprio corpo. A enfermidade afeta principalmente mulheres em idade fértil, com incidência significativamente maior do que entre os homens.

De acordo com a médica reumatologista Vanessa Lobo, fatores hormonais exercem influência no surgimento da doença. “Trata-se de uma condição autoimune sistêmica que acomete, em sua maioria, mulheres jovens. O processo inflamatório pode atingir diferentes órgãos e sistemas, o que explica a diversidade de sintomas observados no dia a dia”, explica.

Entre as manifestações mais frequentes estão perda de peso, cansaço persistente, febre, dor e inchaço nas articulações, além de feridas semelhantes a aftas no nariz e na boca. Alterações na pele em áreas expostas ao sol, como rosto, braços e colo, assim como queda de cabelo, também são comuns. Em quadros mais complexos, a doença pode comprometer rins, articulações, células sanguíneas, cérebro, coração e pulmões.

A especialista alerta que determinadas formas da doença podem evoluir com maior gravidade. “Há situações em que o lúpus atinge órgãos vitais, como rins, sistema nervoso central e sistema hematológico, o que pode representar risco à vida. Por isso, sinais suspeitos exigem encaminhamento rápido para avaliação médica, confirmação diagnóstica e início do tratamento”, afirma.

Embora não exista cura, o lúpus pode ser controlado. O seguimento regular com reumatologista, a adesão correta às medicações prescritas, a adoção de hábitos de vida saudáveis, o uso de fotoproteção e a limitação da exposição solar contribuem para reduzir sintomas e prevenir complicações ao longo do tempo.