Goianésia - Apesar de representar um marco na proteção de dados pessoais no Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados ainda enfrenta entraves na aplicação prática. A avaliação é do especialista em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Daniel Oliveira, que aponta a necessidade de fiscalizações mais efetivas e de penalidades mais rigorosas para coibir irregularidades.
Segundo o especialista, o fortalecimento desses mecanismos é essencial para garantir maior segurança no tratamento das informações dos usuários. “A gente sabe que a Lei Geral de Proteção de Dados foi implementada em 2018 e que existe base legal para isso. Mas a grande questão é a fiscalização. Será que ela é realmente rigorosa? Será que as sanções estão sendo aplicadas às empresas quando ocorrem vazamentos? E será que essas empresas estão investindo o suficiente para evitar esse tipo de problema? Hoje, o principal ponto de atenção precisa ser a fiscalização”, afirmou.
O mês de janeiro marca o Dia Internacional da Proteção de Dados e reforça o alerta para o crescimento dos vazamentos de informações em escala global. O tema ganha ainda mais relevância diante do avanço acelerado das tecnologias digitais e da ampliação do uso de plataformas online por empresas e usuários.
Para Daniel Oliveira, o cenário inspira cautela. Ele avalia que a tendência é de aumento desse tipo de crime nos próximos anos, acompanhando a evolução tecnológica. “À medida que a gente fica mais dependente da tecnologia, a tendência é que esses problemas ocorram com mais frequência. A tecnologia avança para o bem, mas as pessoas mal intencionadas também evoluem, utilizando técnicas cada vez mais sofisticadas para cometer crimes”, explicou.
O especialista reforça que a informação e a conscientização seguem como ferramentas centrais na prevenção. “É fundamental estar sempre atualizado, lendo matérias, assistindo vídeos e acompanhando tendências sobre segurança digital. Esse cuidado ajuda a evitar cair em golpes e reduz os riscos no uso das plataformas”, destacou.
Os impactos dos vazamentos de dados vão além dos prejuízos financeiros. Entre os principais riscos estão fraudes de identidade, golpes cibernéticos cada vez mais direcionados, perda de confiança em serviços digitais e danos de ordem humana provocados pela negligência no uso e na proteção das tecnologias.




