Goianésia - Pragas sugadoras e insetos-vetores figuram entre os principais desafios sanitários enfrentados pelos produtores de milho no Brasil. Além de se alimentarem da seiva das plantas, esses insetos atuam como transmissores de doenças, comprometendo o desenvolvimento das lavouras e reduzindo o potencial produtivo quando não há manejo adequado.
A analista de lavouras Adria Davila explica que os prejuízos começam nas funções básicas da planta. “Eles sugam a seiva para se alimentar, provocam murchamento e amarelecimento das folhas, interferem na fotossíntese e favorecem a formação da fumagina, uma substância escura que dificulta a produção dos fotoassimilados”, afirmou.
Segundo a especialista, os impactos vão além do enfraquecimento fisiológico. “Esses insetos podem transmitir viroses, como o vírus do mosaico, além de favorecer o desenvolvimento de fungos que agravam os danos à lavoura”, completou.
Levantamentos técnicos apontam que pragas como a cigarrinha-do-milho e o pulgão são responsáveis pela transmissão de fitopatógenos que podem causar perdas de até 90% da produtividade em casos mais severos. O agrônomo André Zaponni explica que os maiores prejuízos ocorrem nas fases iniciais da cultura. “Quanto mais cedo a infecção acontece, maior tende a ser o impacto na colheita. O pulgão é um inseto vetor, e a transmissão das doenças ocorre justamente no momento em que ele se alimenta da planta”, destacou.
Diante desse cenário, especialistas reforçam que o manejo integrado de pragas é fundamental para preservar o potencial produtivo do milho. A estratégia envolve monitoramento constante das lavouras, uso de cultivares mais resistentes, rotação de culturas e a aplicação equilibrada de métodos químicos e biológicos de controle.




