Goianésia - A atenção das autoridades de saúde se concentra em um dado preocupante envolvendo adolescentes e adultos jovens. A elevada circulação do HPV no Brasil acende um alerta, especialmente porque, na maioria dos casos, a infecção não apresenta sintomas imediatos. Sem prevenção e acompanhamento médico, o vírus pode evoluir e trazer riscos relevantes à saúde.
A ginecologista Denise Rodrigues orienta sobre as principais formas de prevenção da infecção sexualmente transmissível. “O HPV pode ser prevenido por meio da vacinação, que protege contra os tipos mais comuns do vírus, e pelo uso correto de preservativos. Além disso, a realização periódica de exames preventivos, como o Papanicolau, é fundamental para identificar alterações precoces e reduzir o risco de complicações”, explica.
Levantamentos nacionais e dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 54% dos brasileiros entre 16 e 25 anos estão infectados pelo HPV. Considerada a infecção sexualmente transmissível mais comum no país, a doença está associada a mais de 99% dos casos de câncer do colo do útero, além de outros tipos de câncer que afetam homens e mulheres. A vacinação pode reduzir em até 90% o risco de infecção pelos principais subtipos do vírus.
A goiana Gabriella Menezes relata a experiência com a doença e destaca a importância do diagnóstico precoce. “Descobri o HPV durante um exame de rotina. No começo não senti nada, mas depois surgiram algumas alterações. Foi um choque, mas com orientação médica e acompanhamento adequado consegui tratar corretamente e entender a importância da prevenção”, conta.
Especialistas reforçam que a principal forma de prevenção continua sendo a vacinação, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, aliada ao uso de preservativos e à realização regular de exames preventivos. Informação de qualidade e diagnóstico precoce são considerados decisivos para reduzir os impactos da doença.
Com medidas preventivas adequadas e maior conscientização entre os jovens, é possível controlar a disseminação do HPV, proteger a saúde da população e diminuir, de forma significativa, o risco de complicações graves a longo prazo.




