Centro Judiciário permite resolver disputas como divórcios, pensões e cobranças de forma ágil e com validade legal

Goianésia - O 14º Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania, o CEJUSC, vem se consolidando como uma alternativa ágil e menos burocrática para a resolução de conflitos. O serviço do Poder Judiciário atua por meio da conciliação e da mediação, possibilitando a construção de acordos antes ou até mesmo durante o andamento de processos judiciais.

Segundo o juiz coordenador da unidade, Dr. Filipe Augusto Caetano, o principal desafio é ampliar o conhecimento da população sobre o serviço. “O CEJUSC é um departamento do tribunal, e a nossa unidade regional fica em Pirenópolis. Hoje, como juiz coordenador, percebo que ainda precisamos divulgar mais esse trabalho, porque muita gente não conhece. Temos uma equipe preparada para receber os conflitos da população e tentar resolver de forma rápida e eficaz”, explica.

De acordo com o magistrado, diversas demandas podem ser solucionadas sem a necessidade de um processo judicial prolongado. Entre elas estão cobranças, indenizações, conflitos entre vizinhos e questões familiares, como divórcio, pensão alimentícia, revisão de pensão, guarda, convivência de filhos e reconhecimento ou dissolução de união estável. “Muitas vezes são situações simples, mas que, quando judicializadas, podem levar dois ou três anos para serem resolvidas”, ressalta.

Todo o atendimento do CEJUSC ocorre de forma online, com audiências virtuais conduzidas por profissionais capacitados para facilitar o diálogo entre as partes. O contato inicial pode ser feito de maneira simples, por WhatsApp, mensagem escrita, áudio ou até mesmo pelas redes sociais. “A demanda chega, a equipe recebe, agenda a conciliação e conduz o atendimento. Temos promotor, juiz e toda a estrutura necessária para buscar o acordo”, detalha Dr. Filipe.

O serviço atende moradores de Goianésia e de outras comarcas da região, como Abadiânia, Barro Alto, Ceres, Jaraguá, Rubiataba e Pirenópolis. A proposta é ampliar o alcance da conciliação e evitar que conflitos se arrastem por longos períodos no Judiciário.

Após o entendimento entre as partes, o acordo firmado é homologado por um juiz, garantindo validade legal e segurança jurídica. A iniciativa contribui para uma Justiça mais acessível, eficiente e menos desgastante para a população.