Goianésia - Quinze anos depois de um dos crimes mais emblemáticos do país, um novo elemento chamou a atenção das autoridades brasileiras. O passaporte de Eliza Samudio, assassinada em 2010, foi encontrado intacto em uma residência em Portugal. A informação foi confirmada pelo Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, que comunicou oficialmente o caso ao Itamaraty.
O documento foi localizado por um brasileiro que vive com a esposa e a filha em uma casa compartilhada alugada na capital portuguesa. Segundo o relato, ele havia viajado no fim de 2025 e, ao retornar ao imóvel, encontrou o passaporte guardado em uma estante. Diante da situação, o homem levou o documento ao consulado brasileiro na última segunda-feira, dia 5 de janeiro.
De acordo com as informações divulgadas, o passaporte foi emitido em 2006 e nunca passou por renovação nem teve segunda via solicitada. O documento possui apenas um carimbo de entrada em Portugal, datado de 2007, sem qualquer registro de saída do país.
O crime que chocou o Brasil
O nome de Eliza Samudio ganhou repercussão nacional após seu desaparecimento e assassinato, em 2010. À época, ela mantinha um relacionamento conturbado com o então goleiro do Flamengo, Bruno Fernandes, apontado pelas investigações como o mandante do crime. Eliza desapareceu após tentar garantir judicialmente o reconhecimento da paternidade de seu filho.
As investigações concluíram que Eliza foi morta com a participação de Bruno e outros envolvidos. O caso ganhou enorme repercussão pela brutalidade, pelas contradições apresentadas ao longo do processo e pelo fato de o corpo da vítima nunca ter sido encontrado. As circunstâncias do crime geraram forte comoção pública e intenso debate sobre violência contra a mulher no Brasil.
Bruno Fernandes e três comparsas confessaram envolvimento no assassinato, foram condenados pela Justiça e cumpriram pena.




