Goianésia- O suco de caixinha é uma opção prática e acessível no cotidiano de muitas famílias. Embora seja amplamente consumido, surgem diversas dúvidas sobre sua real contribuição para a saúde. Afinal, será que ele é realmente saudável ou algumas características atribuídas ao produto são apenas mitos? Para esclarecer essas questões, conversamos com a nutricionista Lara Vieira, que detalha os principais aspectos relacionados ao consumo desse tipo de bebida.
Lara explica que nem todos os sucos de caixinha são 100% naturais, como muitos acreditam. “Existe uma classificação oficial estabelecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que diferencia os tipos de bebidas. O suco 100% é aquele que contém apenas o suco da fruta, sem adição de outros ingredientes. Já o néctar tem entre 10% e 50% de suco, dependendo da fruta, e o refresco, entre 4% e 30%”, afirma. Ela destaca a importância de ler o rótulo antes da escolha, já que, embora todos esses produtos sejam comercializados em caixinhas, o conteúdo pode variar significativamente.
Pesquisas recentes da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran) e dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes aos anos de 2023 e 2024, mostram que muitos sucos industrializados, incluindo os de caixinha, apresentam altos níveis de açúcar adicionado e menor concentração de nutrientes, como vitamina C e fibras, quando comparados aos sucos preparados com frutas frescas. “Muitas versões de sucos de caixinha, especialmente as que contêm açúcar ou adoçantes, não oferecem os mesmos benefícios das frutas in natura. O consumo excessivo de açúcar pode trazer impactos negativos à saúde, como ganho de peso e aumento do risco de doenças metabólicas”, alerta a nutricionista.
No entanto, Lara ressalta que nem todos os sucos de caixinha são prejudiciais. Ela chama atenção para as opções sem adição de conservantes. “Os sucos que passam por processos como a pasteurização, um tratamento térmico que elimina micro-organismos e evita a oxidação, aliados ao uso de embalagens assépticas de seis camadas, conseguem preservar características sensoriais e parte dos nutrientes, sem necessidade de conservantes artificiais. O resultado é um alimento seguro, prático e nutritivo”, explica.
Especialistas reforçam que, ao optar pelo suco de caixinha, a chave está na moderação e na escolha consciente. “Esses produtos podem, sim, fazer parte de uma alimentação equilibrada, especialmente quando são versões com baixo teor de açúcar ou enriquecidas com vitaminas e minerais”, pontua Lara. Ela orienta que os consumidores observem atentamente os rótulos, verificando a quantidade de açúcar e a presença de aditivos.
Em resumo, o suco de caixinha não precisa ser visto como vilão, desde que o consumo seja consciente. Optar por versões com menor adição de açúcar e verificar a composição do produto são atitudes fundamentais para incluí-lo de forma equilibrada na alimentação diária.




