Goianésia - Com o fim do recesso e a retomada da rotina em janeiro, especialistas em saúde reforçam um alerta importante: o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados segue elevado no Brasil e tem impacto direto na saúde da população. Produtos como refrigerantes, salgadinhos, refeições prontas e industrializados continuam ocupando espaço significativo na alimentação diária dos brasileiros, aumentando os riscos de doenças e desequilíbrios nutricionais.
A nutricionista Eliana Carla explica que os ultraprocessados passam por diversas etapas industriais e recebem substâncias que alteram sua composição original. “São alimentos produzidos a partir da extração de componentes de diferentes matérias-primas. Retira-se o açúcar da cana, o amido da mandioca, a proteína de origem animal ou vegetal, e tudo isso é combinado para formar um novo produto”, detalha. Segundo ela, esse processo interfere diretamente na qualidade nutricional dos alimentos.
Estudos divulgados ao longo de 2025 apontam que o consumo de ultraprocessados mais que dobrou desde a década de 1980. Atualmente, esses produtos representam cerca de 23% da alimentação diária dos brasileiros, contra aproximadamente 10% no passado. De acordo com especialistas, esse crescimento está diretamente relacionado à praticidade, ao baixo custo e à ampla oferta desses alimentos no dia a dia da população.
No entanto, o consumo frequente desses produtos pode trazer prejuízos à saúde. “Durante o processo de industrialização, é necessário acrescentar diversos aditivos, alguns naturais e outros químicos. É justamente aí que mora o problema, porque muitos desses aditivos podem ser prejudiciais ao organismo quando consumidos com frequência”, alerta a nutricionista.
Diante desse cenário, a recomendação para o início de 2026 é retomar hábitos mais saudáveis à mesa. Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, grãos e proteínas frescas, é um passo importante para melhorar a qualidade da alimentação e prevenir doenças.
Especialistas também orientam que a redução do consumo de industrializados seja feita de forma gradual, favorecendo mudanças sustentáveis no dia a dia. Pequenas escolhas conscientes podem gerar impactos positivos na saúde e contribuir para uma alimentação mais equilibrada ao longo do ano.




