Habilidades como programação, análise de dados, automação e pensamento crítico estarão entre as mais valorizadas nos próximos anos

Goianésia - Com o avanço acelerado da inteligência artificial, o mercado de trabalho já projeta mudanças significativas a partir de 2026. Empresas de diferentes setores, como tecnologia, saúde, indústria, serviços e comércio, passaram a enxergar a IA como um diferencial estratégico para ganho de produtividade, inovação e competitividade. Diante desse cenário, cresce a busca por profissionais qualificados e preparados para lidar com as novas exigências do mercado.

A fundadora e diretora executiva da Acelere, Lorranny Sousa, especialista em desenvolvimento humano, explica que a demanda por profissionais com domínio em tecnologias emergentes aumenta de forma constante, exigindo atualização contínua.

“Hoje, a inteligência artificial é uma das principais ferramentas de transformação. Ainda estamos no início desse processo de profissionalização, mas ela já impacta diretamente áreas como recursos humanos, setor financeiro, indústria e agronegócio. A IA veio para aumentar a produtividade e otimizar processos. Por isso, é fundamental que o profissional busque entender como utilizá-la dentro da sua área de atuação”, destaca.

Segundo Lorranny, além do domínio técnico, as competências comportamentais continuam sendo decisivas para o crescimento profissional. “Quanto mais tecnologia temos, maior é a necessidade de desenvolver habilidades humanas, como comunicação, relacionamento interpessoal e inteligência emocional. Essas competências seguem sendo determinantes para o sucesso na carreira”, afirma.

Qualificação e planejamento profissional

Especialistas em educação e tecnologia apontam que habilidades como programação, análise de dados, automação e pensamento crítico estarão entre as mais valorizadas nos próximos anos. De acordo com Lorranny Sousa, a formação continuada e os cursos técnicos tornam-se diferenciais tanto para quem está ingressando no mercado quanto para profissionais que buscam reposicionamento.

“O início do ano é um momento estratégico para planejamento. É importante que as pessoas analisem o que o mercado está exigindo, quais competências são cobradas nas vagas que desejam ocupar e como podem se preparar para isso”, orienta.

Ela detalha que, durante os processos seletivos, as empresas buscam profissionais capazes de demonstrar experiências práticas, capacidade de resolução de problemas e comportamento colaborativo. “Saber contar a própria trajetória, mostrar como contribuiu para resultados, como resolveu desafios e se relacionou com equipes faz toda a diferença. As empresas valorizam quem demonstra iniciativa, responsabilidade e foco em resultados”, completa.