Goianésia - A Saneago lançou o edital de Parceria Público-Privada (PPP) voltado aos serviços de esgotamento sanitário em 216 municípios goianos, entre eles Goianésia. O valor estimado do contrato é de R$ 8,13 bilhões ao longo de 20 anos. De acordo com o Governo de Goiás, a proposta tem como objetivo ampliar a cobertura do serviço e alcançar a universalização do esgotamento sanitário até 2033, beneficiando cerca de 3,2 milhões de pessoas.
Segundo o governo estadual, a iniciativa busca garantir avanços na área de saneamento básico, com reflexos diretos na saúde pública, na preservação ambiental e na qualidade de vida da população.
“Nossa principal preocupação é a universalização do saneamento básico, levando o tratamento de esgoto a todos os municípios do estado. Além da universalização da água tratada, buscamos ampliar o acesso ao tratamento de esgoto como forma de promover saúde, proteção ambiental e melhoria da qualidade de vida da população”, detalhou o governador Ronaldo Caiado.
O edital prevê investimentos de R$ 6,2 bilhões e a transferência à iniciativa privada das atividades de implantação, ampliação, operação e manutenção dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto. O leilão está marcado para o dia 25 de março de 2026, na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3. A modelagem prevê a divisão do projeto em três blocos regionais, impedindo que um único grupo concentre todos os serviços.
De acordo com o governo, o modelo foi desenvolvido ao longo de aproximadamente três anos, com apoio técnico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “O estado será dividido em três regiões, com municípios previamente definidos, e o leilão permitirá atrair empresas interessadas em investir na ampliação do tratamento de esgoto em Goiás”, informou Caiado.
A proposta, no entanto, tem gerado posicionamentos distintos. O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas de Goiás (Stiueg) questiona o modelo adotado e avalia que a iniciativa caracteriza um processo de privatização, além de apontar possíveis impactos financeiros. A Saneago, por sua vez, afirma que não haverá reajuste tarifário e que continuará responsável pelo abastecimento de água e pela gestão dos contratos.
O projeto foi estruturado pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e pela própria Saneago, com acompanhamento do Tribunal de Contas do Estado. Segundo o governo, o edital passou por consultas e audiências públicas antes de ser lançado.




