Goianésia- O aumento de casos de infarto preocupa especialistas em saúde em todo o país. Em Goianésia, o alerta se intensificou após duas mortes provocadas por infarto em apenas duas semanas, reforçando a necessidade de cuidado preventivo com o coração.
O cardiologista Dr. Rafael Zapallata ressalta a importância do acompanhamento médico, mesmo na ausência de sintomas. “As sociedades de cardiologia recomendam uma avaliação anual mínima a partir dos 40 anos para identificar doenças coronárias, infarto e fatores de risco associados. Além disso, uma avaliação pontual em qualquer idade é sempre indicada, especialmente para investigar condições genéticas ou congênitas, como malformações cardíacas. Entre elas, a cardiomiopatia hipertrófica se destaca como a principal causa de morte súbita em jovens e pode ser detectada em consultas de rotina, por meio de eletrocardiograma ou exames complementares, se necessário”, explica.
Especialistas destacam que o infarto deixou de ser um problema exclusivo de pessoas mais velhas e vem sendo registrado também entre adultos jovens. Entre os principais fatores de risco estão o sedentarismo, a alimentação inadequada, o estresse, o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, além de doenças como hipertensão, diabetes e colesterol alto, muitas vezes não diagnosticadas.
Dr. Zapallata também esclarece que não há relação entre infarto e vacinas contra a COVID-19. “Muitos pacientes associam o aumento de doenças cardiovasculares em pessoas com menos de 50 anos à vacinação ou à infecção prévia pelo vírus. Porém, nas últimas décadas, o estilo de vida dos jovens mudou significativamente: há mais obesidade, sedentarismo, estresse, tabagismo e piora na qualidade do sono, fatores que contribuem para ansiedade, depressão e doenças cardiovasculares. Essa é a verdadeira causa do aumento precoce desses casos, antes associados principalmente à população idosa”, afirma.
Diante desse cenário, cardiologistas recomendam consultas médicas periódicas, adoção de hábitos saudáveis e atenção aos sinais de alerta, como dor no peito, falta de ar, tontura e mal-estar súbito. Em casos suspeitos, o atendimento imediato é essencial, já que cada minuto faz diferença para salvar vidas.




