Goianésia - A advogada previdenciária Driene Gonzaga destacou no quadro Minutos da Aposentadoria, na RVC FM, a importância de regularizar as contribuições ao INSS antes do fim do ano. Segundo ela, muitos segurados se preocupam nesta época ao perceber que passaram meses sem pagar e temem perder tempo de contribuição ou carência. “Infelizmente, é nessa época do ano que muita gente olha e pensa que passou o ano sem contribuir. E agora, será que perdi a carência, será que perdi meu tempo de contribuição?”, afirmou.
A especialista esclareceu que carência e tempo de contribuição são conceitos diferentes e frequentemente confundidos. “Tempo de contribuição é o total de meses que você pagou ao INSS ao longo da vida. Já a carência é o mínimo de meses exigidos para ter direito a benefícios como auxílio-doença, aposentadoria por idade e salário maternidade”, explicou. Ela alertou que é possível ter anos de contribuições e ainda assim perder a qualidade de segurado caso o contribuinte passe muito tempo sem recolher. “Quando isso acontece, a carência precisa ser cumprida de novo. E aí vem o perigo de fim de ano, porque muita gente acha que tanto faz pagar dezembro ou não.”
Driene também orientou diferentes categorias de contribuintes. Para os contribuintes individuais e autônomos, como motoristas, manicures e pedreiros, é possível regularizar pagamentos atrasados de até cinco anos, desde que haja comprovação de atividade no período. Já o contribuinte facultativo, como donas de casa e estudantes, deve redobrar a atenção. “Esse aqui precisa ter cuidado. Ele não pode pagar em atraso e só paga no mês atual. Perdeu o mês, não tem como corrigir depois. Por isso dezembro é importante. Pode ser a última chance de manter a carência.”
Sobre o MEI, ela reforçou que é possível pagar atrasados, mas com juros e multa. Mesmo assim, é fundamental conferir as datas de vencimento e analisar se a regularização é vantajosa. “Vale a pena regularizar, mas sempre consultando antes um advogado especialista”, destacou. Segundo a advogada, deixar de recolher pode levar à perda da qualidade de segurado, zerando a carência e atrasando benefícios importantes, especialmente em casos de doença ou necessidade urgente.
A especialista concluiu deixando um recado aos segurados. “Contribuir para o INSS não é gasto, é proteção. Proteção para doença, acidente, maternidade, velhice, para sua família. Se organizar agora, o futuro pode te agradecer.” Ela recomenda que cada pessoa analise sua situação ainda neste mês de dezembro, reforçando que falhas podem ser corrigidas e que quanto mais cedo o contribuinte agir, menores serão os prejuízos.




