Especialistas alertam para sinais de risco e reforçam importância da prevenção e do diagnóstico precoce

Goianésia - O câncer de pele continua sendo o tipo mais frequente no Brasil, representando cerca de trinta por cento de todos os tumores malignos diagnosticados no país, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Apesar da alta incidência, trata se de um dos cânceres com maior possibilidade de prevenção e cura quando identificado ainda no início. A dermatologista Juliana Casagrande chama atenção para os primeiros sinais que não podem ser ignorados. “Manchas que crescem, pintas que mudam de cor ou formato e feridas que não cicatrizam devem ser vistas como um alerta. Quanto mais cedo o paciente procura ajuda, maiores são as chances de tratamento eficaz”, afirmou.

O INCA estima mais de duzentos e vinte mil novos casos por ano, muitos deles relacionados à exposição solar inadequada ao longo da vida. A falta de proteção contínua ainda é um dos fatores que mais contribuem para o aumento do número de diagnósticos. Juliana reforça que, embora o risco seja alto, a prevenção está ao alcance de todos. “Evitar o sol em horários críticos e usar proteção diariamente não é um detalhe, é uma necessidade. A maioria dos casos poderia ser evitada com mudanças simples na rotina”, destacou.

Entre os sinais mais comuns que demandam atenção estão pintas irregulares, manchas escuras que aumentam de tamanho e lesões que sangram ou não cicatrizam. Especialistas lembram que tanto o câncer de pele não melanoma quanto o melanoma, tipo mais agressivo, podem se manifestar de forma silenciosa no início, o que reforça a importância de observar a própria pele com frequência.

O uso diário de protetor solar, chapéus, óculos e roupas com proteção UV é considerado essencial. Além disso, a recomendação é evitar a exposição direta ao sol entre dez e dezesseis horas, período de incidência mais intensa dos raios ultravioleta. Para quem trabalha ao ar livre, reforçar a proteção e realizar consultas periódicas com dermatologistas é fundamental.

A mensagem final dos especialistas é clara: prevenção e diagnóstico precoce salvam vidas. Manter atenção às mudanças na pele e buscar avaliação médica diante de qualquer alteração suspeita são atitudes que fazem toda a diferença. O cuidado diário, segundo profissionais da saúde, é a melhor estratégia para reduzir a incidência da doença no país.