Goianésia - A busca constante por produtividade, resultados e alto desempenho tem gerado um fenômeno cada vez mais comum no ambiente profissional: a ansiedade da performance. Esse estado de vigilância permanente e de cobrança excessiva pode afetar a saúde mental, prejudicar o bem-estar e, em muitos casos, abrir caminho para o burnout, distúrbio caracterizado por exaustão física e emocional, sensação de ineficiência e distanciamento das atividades profissionais.
Para o psicólogo Erasmo Carlos, a pressão do dia a dia cria um desequilíbrio perigoso: “A ideia de que precisamos dar 100% o tempo todo faz com que muitos ultrapassem seus próprios limites. A cobrança por resultados e a comparação com os outros aumentam o medo de errar e de perder espaço. Essa cultura transforma o trabalho em uma prova diária de valor, levando à auto-sabotagem e ao adoecimento mental.”
A Organização Mundial da Saúde aponta o burnout como um problema crescente entre profissionais de diferentes áreas, especialmente aqueles expostos a metas intensas e jornadas extenuantes. Segundo a psicanalista Janaina Fidelix, o cenário reflete uma realidade mais ampla: “Vivemos numa cultura da pressa e da performance. O valor das pessoas passou a ser medido pelo quanto produzem e não por quem são. Isso cria um ciclo de comparação constante, medo de errar e sensação de que nunca é suficiente.”
Especialistas orientam que trabalhadores e empresas fiquem atentos aos sinais precoces da ansiedade e do burnout, adotando estratégias preventivas. Entre as medidas recomendadas estão a organização da rotina, estabelecimento de limites digitais, pausas regulares durante o trabalho e busca por apoio profissional quando necessário. Reconhecer os limites individuais e priorizar a saúde mental é essencial para evitar o adoecimento e garantir produtividade de forma sustentável.




