Produtores aguardam chuvas para garantir desenvolvimento da soja e do milho da segunda safra

 

Goianésia - As chuvas irregulares têm atrasado o plantio da soja em Goiás e gerado preocupação entre os produtores rurais. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), até o fim de outubro, apenas 29% da área destinada à soja havia sido semeada, enquanto a média das últimas cinco safras era de 48% para o mesmo período.

O atraso pode comprometer não apenas o desenvolvimento da lavoura de soja, mas também a safrinha de milho, que começa após a colheita da soja. O gerente técnico do Ifag, Leonardo Machado, explica que as altas temperaturas somadas à irregularidade das chuvas aumentam o risco para os agricultores.

Segundo Machado, a prioridade neste momento é plantar com segurança, garantindo que haja umidade adequada no solo para evitar o replantio: “Hoje nós estamos no momento de plantio da nossa safra, né. Então o produtor está plantando agora a sua safra de soja. Com as chuvas irregulares, esse plantio chega atrasado em torno de uma semana. Essa combinação de chuva irregular e altas temperaturas prejudica mais o plantio da segunda safra do que a soja neste momento.”

A soja permanece nas lavouras até fevereiro do próximo ano. Após a colheita, inicia-se o plantio do milho da segunda safra, que pode ser comprometido caso o atraso persista. Machado destaca: “A nossa agricultura necessita de chuva para evoluir o cenário de plantio. O produtor precisa plantar com a maior segurança possível, garantindo umidade no solo para a germinação da planta. Até lá, ele deve aguardar as chuvas para evitar o replantio, que é muito caro.”

O Ifag reforça que ainda é cedo para prever prejuízos, já que o plantio está na fase inicial. A avaliação real dos impactos só será possível ao longo do desenvolvimento das lavouras.