Goianésia- A alimentação tem impacto direto na saúde, e especialistas alertam para um hábito que tem se tornado cada vez mais comum: dietas com baixo teor de proteínas e alto consumo de alimentos ultraprocessados. Essa combinação pode trazer riscos importantes ao organismo, afetando desde o ganho de massa muscular até o funcionamento do metabolismo.
A nutricionista Alana Bezerra destaca a importância das proteínas na dieta. “A proteína é fundamental para todas as células do nosso corpo. Cabelos e unhas, por exemplo, são formados principalmente por elas. O organismo também utiliza proteínas para construir e reparar tecidos, produzir enzimas, hormônios e outras substâncias essenciais. Elas estão presentes nos ossos, músculos, cartilagens, pele e sangue. Diferente da gordura e do carboidrato, o corpo não armazena proteínas. Por isso, não há um reservatório para suprir uma deficiência quando a ingestão é insuficiente”, explica.
Estudos do Ministério da Saúde e de instituições como a Fiocruz mostram que o consumo excessivo de produtos ultraprocessados está associado ao aumento de doenças como obesidade, diabetes e hipertensão. Por outro lado, a falta de proteínas prejudica a manutenção da massa magra, enfraquece o sistema imunológico e dificulta a recuperação após esforços físicos.
Alana Bezerra dá orientações para uma dieta mais equilibrada. “A dieta deve atender às quantidades recomendadas de nutrientes. A proteína desempenha papel essencial na saúde: acelera a recuperação após exercícios físicos, ajuda a prevenir lesões, reduz a perda de massa óssea, contribui para manter o peso adequado e promove maior saciedade, o que auxilia na redução do consumo de alimentos ultraprocessados”, afirma.
Pequenos ajustes na rotina alimentar, como aumentar o consumo de proteínas de qualidade e reduzir a ingestão de alimentos industrializados, podem prevenir problemas futuros e garantir mais saúde e qualidade de vida.




