Monitoramento constante e tecnologia são aliados contra a praga

Goianésia- A lagarta-do-cartucho, uma das principais pragas que atacam lavouras de milho no Brasil, voltou a preocupar agricultores em diferentes regiões do país. Em períodos de alta infestação, o inseto compromete o desenvolvimento das plantas e reduz significativamente a produtividade, tornando indispensável a adoção de práticas adequadas de manejo. Altamente adaptável às condições de lavoura, a praga se destaca pela rapidez de seu ciclo biológico e pela facilidade com que desenvolve resistência.

O agrônomo André Zaponni reforça esse comportamento. “A lagarta-do-cartucho, ou Spodoptera frugiperda, é uma praga extremamente adaptável. Ela se desenvolve em diversos ambientes e culturas, tem ciclo rápido e se ajusta com facilidade às práticas de manejo utilizadas nas lavouras. Essa combinação faz dela uma das principais ameaças à cultura do milho, especialmente nas regiões do Cerrado. Para um controle efetivo, é indispensável o manejo integrado; práticas isoladas geralmente não trazem resultados satisfatórios”, explica.

Instituições de pesquisa, como a Embrapa, e técnicos agrícolas recomendam o Manejo Integrado de Pragas (MIP), que inclui monitoramento contínuo da lavoura, eliminação de plantas voluntárias, rotação de mecanismos de ação e uso criterioso de defensivos.

Zaponni reforça que o acompanhamento especializado é essencial. “Dentro do MIP, destacam-se boas práticas como o uso de sementes tratadas industrialmente, a adoção de biotecnologias associadas ao monitoramento constante da área e, quando necessário, a aplicação de inseticidas com diferentes modos de ação, sempre respeitando os gatilhos de aplicação e as fases de desenvolvimento do milho”, orienta o agrônomo.

Em regiões produtoras como Goianésia, o alerta é claro: manter monitoramento frequente, seguir as orientações técnicas e adotar o manejo integrado são medidas fundamentais para evitar prejuízos e garantir a produtividade das lavouras.