Goianésia - As operações de combate ao furto de energia elétrica seguem em ritmo acelerado em Goianésia em 2025. A Equatorial Goiás, em parceria com a Polícia Civil, intensificou as ações contra ligações clandestinas e adulterações de medidores. Somente no primeiro semestre, o estado registrou 181 operações e 103 prisões, resultado de uma fiscalização mais rígida. No município, práticas semelhantes têm sido identificadas com frequência.
O delegado titular do Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais, Álvaro Rodrigo Ferreira Resende, detalha o trabalho realizado na cidade e explica os dois principais tipos de crimes ligados ao consumo irregular de energia. Segundo ele: "O Gepatri iniciou a operação de combate a crimes envolvendo energia elétrica no município de Goianésia. Foram realizadas prisões de pessoas que estavam fazendo a subtração de energia. Cabe informar que com relação à energia elétrica não existe apenas o crime de furto, conhecido como gato de energia. Também pode ocorrer o crime de estelionato. O furto ocorre quando a pessoa faz uma ligação diretamente da rede externa da Equatorial para a rede interna da residência. O estelionato ocorre quando há adulteração no relógio medidor para que ele marque menos do que está sendo consumido."
De acordo com a Equatorial Goiás, o número de operações realizadas em 2025 já representa aumento de 63% em comparação com todo o ano de 2024. Em Goianésia, as equipes atuam tanto em bairros residenciais quanto em estabelecimentos comerciais, onde foram encontradas irregularidades que colocam a população em risco e causam prejuízos ao sistema de distribuição elétrica.
O delegado Álvaro Rodrigo reforça ainda as consequências legais para quem pratica esses crimes: "As consequências do crime de furto são pena de reclusão de um a quatro anos. Caso seja feito flagrante, o crime é afiançável na delegacia de polícia. Se ocorrer o crime de estelionato, que seria a adulteração do relógio medidor, a pena é de um a cinco anos de reclusão. Nesse caso não há fiança na delegacia, tendo em vista que supera o limite máximo de autorização para esse procedimento, que é de até quatro anos."
A concessionária informa que a intensificação das fiscalizações deve continuar ao longo do ano, com apoio das polícias Civil e Militar. As denúncias feitas pela população têm sido fundamentais para orientar as equipes e fortalecer o combate às fraudes na cidade e em toda a região.




