Goianésia - Produtos utilizados para alisar o cabelo podem estar ligados ao aumento do risco de câncer de útero, segundo estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute. A pesquisa indica que mulheres que utilizam alisantes mais de quatro vezes por ano têm o dobro de probabilidade de desenvolver a doença, especialmente o câncer de endométrio.
De acordo com os dados, enquanto 1,64% das mulheres que nunca utilizaram esses produtos desenvolveriam câncer de útero até os 70 anos, entre as usuárias frequentes o risco sobe para 4,05%. O estudo analisou informações de 33,5 mil mulheres americanas ao longo de quase 11 anos, destacando substâncias químicas capazes de agir como estrogênio, interferindo no equilíbrio hormonal.
O ginecologista e obstetra Leonardo Gebrim explica que alterações hormonais podem ser determinantes no desenvolvimento da doença nesse contexto. “Existem duas hipóteses principais: uma é pelas substâncias cancerígenas presentes nesses produtos e a outra é o estímulo direto no endométrio. O endométrio é a parte que sangra todo mês. É importante conscientizar a população sobre o uso desses produtos que podem ser maléficos”, alerta.
Katiele Gonçalves, cabeleireira e especialista em terapia capilar em Goianésia, reforça a importância de avaliar cuidadosamente os produtos utilizados e as substâncias presentes em sua composição. “Pode sim gerar risco devido às suas substâncias, como o formal. É importante não usar exageradamente e não ficar mudando de produto. Ter uma profissional de confiança que já conheça seus cabelos é sempre mais seguro. Indico cuidado na escolha e no uso”, afirma.
O estudo também aponta que os produtos de alisamento favorecem a absorção de substâncias químicas por meio de lesões ou queimaduras no couro cabeludo. Além disso, o uso frequente de chapinhas, cujo calor pode decompor e potencializar essas substâncias, amplia o risco segundo os pesquisadores.




