Goianésia - Com o avanço dos casos de dengue em Goiás, os hemocentros do estado registram um aumento expressivo na demanda por plaquetas. Somente no Vale do São Patrício, mais de quarenta solicitações foram contabilizadas entre janeiro e outubro de 2025. A supervisora do Banco de Sangue de Ceres, Paula Marciano, ressalta a necessidade da doação e explica como ocorre o processo de obtenção do componente. “As plaquetas são extraídas por métodos de centrifugação. O doador vem com os mesmos requisitos de uma doação convencional, apenas não deve estar em uso de anti inflamatórios para não comprometer a qualidade dessas plaquetas. Após a doação, fazemos a extração com métodos de centrifugação, dividindo os componentes sanguíneos, porque cada um tem seu tempo de armazenamento e temperatura ideais”, esclareceu.
A supervisora reforça que as plaquetas têm papel essencial no tratamento de pacientes diagnosticados com dengue, especialmente aqueles que apresentam queda acentuada da contagem plaquetária. “Em pacientes com dengue, a queda das plaquetas é multifatorial. Em algumas pessoas, essa redução pode estar relacionada a eventos hemorrágicos. A transfusão realmente pode salvar vidas”, afirmou. Ela destaca ainda que um único doador não é suficiente para atender a necessidade de um paciente. “Uma unidade não atende um paciente. Cerca de seis a oito unidades são necessárias, por isso precisamos de vários doadores para apenas um atendimento.”
Em dias comuns, os hemocentros recebem em média cinquenta doadores por dia. Para contribuir, os interessados podem realizar o agendamento pelo site agenda.hemocentro.org.br e comparecer ao hemocentro mais próximo na data marcada. A doação é fundamental para manter os estoques em níveis seguros e garantir atendimento adequado aos pacientes durante o período de maior incidência da doença.




