Mesmo com o alto consumo, preço do litro preocupa consumidores em tempos de inflação

Goianésia- Presente na mesa da maioria dos brasileiros, o óleo de soja continua entre os produtos mais consumidos do país. Segundo levantamento da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), cada pessoa consome, em média, um litro por mês. Essencial no preparo de alimentos, o produto também tem pesado no bolso do consumidor. Em cidades do interior, como Goianésia (GO), o litro do óleo pode chegar a quase R$ 10, dependendo da marca e do supermercado.

A nutricionista Lívia Queiroz explica por que o óleo de soja permanece como preferência nacional. “É um ingrediente muito versátil, acessível e saboroso, além de fazer parte da nossa cultura alimentar. As pessoas confiam nele para o preparo das refeições do dia a dia. O óleo de soja combina sabor suave com preço mais acessível, o que o torna muito valorizado”, destaca.

Apesar da popularidade, especialistas alertam para os riscos do consumo excessivo. O óleo de soja é rico em gorduras poli-insaturadas, que, em grandes quantidades, podem causar desequilíbrio no colesterol, inflamações e aumentar o risco de doenças cardiovasculares.

Lívia reforça que o uso moderado é fundamental para aproveitar os benefícios do produto. “Quando utilizado de forma equilibrada, o óleo de soja oferece nutrientes importantes para o funcionamento do corpo. Ele é rico em ômega 6, ômega 3 e vitamina E, um antioxidante que protege as células contra os radicais livres e fortalece o sistema imunológico”, explica a nutricionista.

Mesmo com os alertas, o óleo de soja segue como o preferido das famílias brasileiras, por ser mais barato que alternativas como o azeite de oliva e o óleo de girassol. Nutricionistas recomendam atenção às quantidades e defendem o uso equilibrado do produto, aliado a uma alimentação rica em verduras, frutas e proteínas magras.