Goianésia - Seis governadores anunciaram nesta quinta-feira, 30 de outubro de 2025, a criação do Consórcio da Paz, uma parceria interestadual voltada à integração de ações de segurança pública, troca de informações e compartilhamento de recursos entre estados brasileiros. A iniciativa foi apresentada logo após a megaoperação realizada no Rio de Janeiro, conhecida como Operação Contenção, que resultou em 121 mortos.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou que o consórcio permitirá aos estados “dividir experiências, soluções e ações de combate ao crime organizado”, promovendo atuação conjunta e mais eficiente. Para Ronaldo Caiado, de Goiás, a iniciativa busca eliminar limites operacionais entre estados e facilitar uma resposta em rede contra organizações criminosas.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, destacou que o consórcio possibilitará também compras conjuntas de equipamentos, reduzindo custos para cada unidade federativa. A previsão é que a sede do grupo seja no Rio de Janeiro, com atuação baseada em três eixos principais: integração operacional das polícias estaduais, aquisição compartilhada de equipamentos e infraestrutura de segurança e troca de inteligência para ações coordenadas em tempo real.
Apesar da expectativa positiva, o anúncio levanta questionamentos sobre a viabilidade logística, a legislação federal de segurança pública e a autonomia das polícias estaduais. Até o momento, o governo federal não se manifestou oficialmente sobre a iniciativa.
O Consórcio da Paz representa uma tentativa de unificação das forças estaduais no enfrentamento à violência, impulsionada pela recente crise no Rio de Janeiro e pela percepção de que respostas isoladas não têm sido suficientes para conter a ação de organizações criminosas.




