Goianésia- O Acidente Vascular Cerebral (AVC) segue entre as principais causas de morte no Brasil. Dados do Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil indicam que, entre janeiro e outubro de 2025, mais de 64 mil pessoas faleceram em decorrência da doença, o que equivale a uma morte a cada seis minutos.
O cardiologista Marcelo José alerta que os números são preocupantes, especialmente devido ao aumento de casos entre pessoas mais jovens. “O AVC tem dois tipos principais: o isquêmico e o hemorrágico. A hipertensão é a principal causa de ambos. Além disso, a fibrilação atrial e outras doenças cardiovasculares contribuem significativamente. O AVC isquêmico é mais frequente, mas a doença pode afetar pessoas de todas as idades. Apesar de ser mais comum entre idosos, os jovens também estão em risco”, explica.
O Brasil está entre os países com maior taxa de mortalidade por AVC no mundo. A condição ocorre quando há interrupção do fluxo sanguíneo no cérebro, podendo causar sequelas graves ou levar à morte se não houver atendimento imediato.
Marcelo José destaca os fatores de risco que aumentam a probabilidade de um AVC: “Trombofilias, alterações no sangue que facilitam a formação de coágulos, uso de anticoncepcionais em mulheres, tabagismo, e problemas cardíacos congênitos, como a persistência de um orifício no coração que permite a passagem de coágulos, estão entre os principais fatores.”
Em 2024, foram registrados 84.878 óbitos por AVC, reforçando que a doença permanece com números elevados. Especialistas enfatizam a importância de reconhecer os sinais de alerta, como fraqueza em um lado do corpo, fala arrastada ou boca torta, e buscar atendimento de urgência imediatamente, aumentando as chances de recuperação e minimizando sequelas.




