Pesquisa da Universidade de Stanford aponta erros e desinformação em até 45% das respostas geradas por ferramentas de IA

 

Goianésia - O uso de inteligências artificiais (IAs) para buscar informações se tornou um hábito comum entre os brasileiros, mas um estudo recente acende o sinal de alerta. Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, identificaram que as ferramentas de IA falham em até 45% das respostas relacionadas a notícias, apresentando erros, desinformação ou informações fora de contexto.

A pesquisa analisou o desempenho de diferentes modelos generativos utilizados para responder perguntas sobre temas atuais e constatou que, embora as respostas sejam rápidas e bem estruturadas, muitas vezes carecem de precisão e verificação de fontes.

O especialista em Tecnologia da Informação José Mário explica que o objetivo das IAs generativas é auxiliar o trabalho humano, e não substituir a apuração jornalística. “Ferramentas como o ChatGPT, o Claude e o Gemini foram criadas para serem criativas, não para garantir precisão absoluta. Esperar delas um comportamento totalmente lógico e factual é um erro. Quem checa e verifica as informações são jornalistas e pesquisadores”, destacou.

A preocupação cresce porque essas ferramentas estão sendo usadas para compreender assuntos complexos, como política, economia, saúde e segurança pública. Segundo José Mário, confiar cegamente nessas respostas pode levar à formação de opiniões baseadas em dados incorretos. “As próprias plataformas alertam os usuários de que podem ocorrer erros. O papel da IA é auxiliar, não substituir o trabalho humano”, afirmou.

Para evitar enganos, especialistas recomendam cautela no uso de inteligências artificiais e reforçam a importância de buscar informações em fontes confiáveis, como sites oficiais, veículos de comunicação reconhecidos e profissionais qualificados. A orientação é clara: a IA pode ser uma ferramenta de apoio poderosa, mas não deve substituir a checagem de fatos e a análise crítica.