Goianésia- A agricultura regenerativa vem ganhando destaque no campo como uma prática que vai além da produção sustentável. O método busca restaurar a saúde do solo, aumentar a biodiversidade e garantir colheitas de qualidade sem degradar o meio ambiente. Essa tendência tem conquistado produtores em todo o país, especialmente diante dos desafios climáticos e da necessidade de reduzir o uso de insumos químicos.
A agrônoma Eliana Flores ressalta que o interesse dos agricultores está ligado à busca por solos mais produtivos e rentáveis. “Todos os agricultores envolvidos estão nesse caminho de conseguir um solo saudável. O solo do Bioma Cerrado é desafiador para a agricultura. A pesquisa trouxe tecnologias para melhorar sua produtividade, mas ele possui características próprias, e é preciso lidar com elas no dia a dia”, explica.
Segundo estudos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), práticas regenerativas podem aumentar a produtividade em até 20% e reduzir as emissões de carbono do solo em cerca de 15%.
A agrônoma Letícia Camilly, especialista na área, destaca que muitos produtores adotam o modelo como uma forma de revitalizar solos afetados pela seca e garantir a sustentabilidade das lavouras. “Esses produtores começaram a implementar essas práticas por conta própria, mas precisavam de respaldo técnico para avaliar se estavam corretas, se poderiam ser aprimoradas e se eram economicamente viáveis. Conectamos o que eles faziam com especialistas para expandir o conhecimento e engajar outros produtores na agricultura regenerativa”, explica.
No Brasil, programas de manejo regenerativo já são aplicados em propriedades que produzem grãos, frutas e pecuária. Entre as principais práticas estão a rotação de culturas, a integração lavoura-pecuária-floresta e a estimulação da vida microbiana do solo, ações que devolvem vitalidade, equilíbrio e produtividade aos ecossistemas agrícolas, fortalecendo a produção e a sustentabilidade no campo.




