Goianésia- Esquecer onde deixou as chaves, perder o fio de uma conversa ou não se lembrar de um nome importante são situações comuns e, em geral, inofensivas. No entanto, quando esses lapsos de memória se tornam frequentes e começam a interferir nas atividades cotidianas, é preciso redobrar a atenção.
Especialistas alertam que há uma diferença significativa entre esquecimentos ocasionais e os sinais de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, que afetam diretamente a memória, a linguagem e outras funções cognitivas.
O médico especialista em Neurociência Ramom Santos explica como distinguir o envelhecimento natural de um quadro patológico. “O que se acredita em neuropsicologia é que, no envelhecimento normal, há apenas uma redução na velocidade de processamento das informações. Ou seja, a pessoa demora um pouco mais para guardar ou recuperar dados, mas a capacidade de memória em si não está comprometida”, esclarece.
De acordo com dados do Ministério da Saúde, mais de 55 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com algum tipo de demência, número que deve quase dobrar até 2050. No Brasil, o Alzheimer representa cerca de 70% dos casos, sendo a forma mais comum da doença.
O Dr. Ramom reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico especializado. “Os sinais de alerta são esquecimentos constantes que interferem na rotina diária. A pessoa começa a sentir insegurança para sair sozinha, ir ao banco ou realizar tarefas que antes fazia de forma independente”, explica.
O diagnóstico precoce é essencial para garantir melhor qualidade de vida ao paciente e retardar a progressão dos sintomas. Segundo os especialistas, adotar hábitos saudáveis, como manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos, ter um sono adequado e realizar atividades que estimulem o cérebro, contribui para a prevenção e o fortalecimento da memória.




